IBGE: cresce produção de produtos com concentração na Zona Franca de Manaus

Publicado em 04/04/2017 16:07
Zona Franca de Manaus (Foto: EBC)

A produção, no Brasil, de produtos da chamada `linha marrom, que englobam televisores, som e vídeo, e da `linha branca`, os eletrodomésticos de maior porte, como geladeira, fogão, micro-ondas, freezer, máquinas de lavar e secar roupas e condicionadores de ar, com grande concentração de produção na Zona Franca de Manaus (ZFM), voltou a crescer, em fevereiro, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com igual mês do ano passado, o segmento de bens de consumo duráveis cresceu 19,8%, quarto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação e o mais intenso desde fevereiro de 2014 (23,3%). Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pelos avanços na fabricação de automóveis (34,7%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (28,4%) e da “linha branca” (15,5%). Por outro lado, motocicletas (-4,4%), também com grande concentração na ZFM, e os grupamentos de móveis (-11,9%) e de outros eletrodomésticos (-1,8%) apontaram os impactos negativos mais importantes.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,5%) – também com grande concentração de produção na ZFM -, de confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,4%) e de máquinas e equipamentos (3,3%).

Em fevereiro de 2017, a produção industrial nacional mostrou variação positiva de 0,1% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar queda de 0,2% em janeiro. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou queda de 0,8% em fevereiro de 2017, após avançar 1,4% em janeiro último, quando interrompeu trinta e quatro meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação. Assim, o setor industrial acumulou variação positiva de 0,3% nos dois primeiros meses de 2017. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, com o recuo de 4,8% em fevereiro de 2017, permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). 

No índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2017, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial brasileiro mostrou acréscimo de 0,3%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e 51,2% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, indústrias extrativas (8,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (12,0%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria, impulsionadas, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural, na primeira; e automóveis, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator e autopeças, na segunda.

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os dois primeiros meses de 2017 mostrou maior dinamismo para bens de consumo duráveis (11,6%) e bens de capital (3,7%), impulsionadas, em grande parte, pela ampliação na fabricação de automóveis (19,8%) e eletrodomésticos (17,4%), na primeira; e de bens de capital agrícola (26,1%) e para construção (39,5%), na segunda. Vale destacar, nos dois grandes grupamentos, a influência da baixa base de comparação, uma vez que no primeiro bimestre de 2016 esses segmentos apontaram recuos de 29,0% e de 30,4%, respectivamente. Por outro lado, os setores produtores de bens intermediários (-0,8%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%) assinalaram as taxas negativas no índice acumulado do primeiro bimestre de 2017.

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