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Professores e alunos da Ufam se unem ao ‘Dia de Greve da Educação’

Ato foi realizado em várias capitais brasileiras e a principal crítica é contra o programa "Future-se", que o MEC quer implantar nas universidades públicas

Protesto foi realizado na tarde desta terça-feira, 13, na Praça do Congresso, no Centro de Manaus (Foto: Amazonas1)

Dirigentes, professores e estudantes universitários da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e líderes indígenas aderiram ao protesto, intitulado “Dia de Greve Nacional da Educação”, contra o programa do Ministério da Educação (MEC) “Future-se”, cortes orçamentários e na defesa da educação pública.

O ato aconteceu em várias capitais brasileiras nesta terça-feira, 13. Em Manaus, a manifestação aconteceu na Praça da Saudade, no Centro da cidade.

O programa defendido pelo MEC para as universidades públicas propõe uma aplicação de dinheiro da iniciativa privada, como uma alternativa para solucionar o contingenciamento orçamentário nas universidades federais.

“O principal problema do ‘future-se’ é que ele não surgiu como uma ânsia da universidade, em um diálogo. Quem construiu esses projetos não vivenciam a universidade pública, gera um distanciamento, por que nós que não fomos pesquisados para isso”, criticou Fernanda Fernandes, diretora da União do Estado dos Estudantes (UEE).

Ela acrescentou que as centrais sindicais que trabalham no âmbito da educação e a União Nacional dos Estudantes (UNE) vão fazer pressão nos gabinetes dos parlamentares para mostrar a eles a posição das universidades a respeito do projeto.

“É um protesto de nível nacional, mas precisa ser tratado também a nível regional, em defesa a universidade pública”, acrescentou.

Coordenadora do Fórum de Educação e Saúde Indígena do Estado do Amazonas, Milena Cocama, afirmou que os índios estão lutando por direitos e contra todo esse retrocesso que vem acontecendo, tanto no governo federal como estadual.

“O Estado do Amazonas tem a maior população indígena do Brasil e nós não temos uma política afirmativa”, criticou.

Presente à manifestação, a professora de História da Ufam, Milena Nogueira, ressaltou que a voz dos professores tem que ser ouvidas também. “Nós queremos uma educação pública livre, de qualidade e com investimento”, completou.

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