Manaus, 15 de outubro de 2026
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Cenário

Maria do Carmo quer governar o Amazonas para colocar o marido, acusado de estelionato, no comando do Estado

Candidata do PL usa experiência à frente da Fametro como argumento de campanha, enquanto histórico judicial de Wellington Lins levanta questionamentos sobre uma eventual influência na administração estadual.

Maria do Carmo e Wellington Lins (Foto: Folha de São Paulo/ Divulgação)

Manaus (AM) – A candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), tem usado sua trajetória como gestora e ex-reitora da Fametro para defender propostas voltadas à administração pública e à educação. A experiência no comando da instituição, no entanto, também passou a ser alvo de questionamentos durante a campanha, especialmente em razão de resultados de avaliações educacionais e de aspectos relacionados ao histórico empresarial e judicial de seu marido, o empresário Wellington Lins.

Segundo dados citados no material que motivou a reportagem, cursos como Medicina, Radiologia, Enfermagem, Psicologia, Engenharia Civil e Administração da Fametro apresentaram conceitos entre 1 e 2 em determinados indicadores de avaliação do Ministério da Educação (MEC), em uma escala que vai de 1 a 5. A graduação de Medicina também ganhou destaque após a primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), quando, conforme os dados mencionados, recebeu conceito 1.

Outro ponto explorado por adversários da candidata envolve Wellington Lins. Presidente e um dos fundadores do Grupo Fametro, o empresário é irmão do deputado federal Átila Lins. O histórico de Wellington passou a ser utilizado no debate eleitoral para levantar questionamentos sobre a eventual influência que pessoas próximas a Maria do Carmo poderiam exercer em uma futura administração estadual.

Gestão da Fametro é questionada

Ao apresentar sua trajetória política e administrativa, Maria do Carmo tem recorrido à experiência acumulada na Fametro como uma das credenciais para disputar o comando do Amazonas. A instituição, entretanto, aparece no centro de questionamentos relacionados ao desempenho de algumas de suas graduações em avaliações oficiais.

Entre os cursos mencionados estão Medicina, Radiologia, Enfermagem, Psicologia, Engenharia Civil e Administração, que, segundo os dados utilizados na reportagem, registraram conceitos entre 1 e 2 em determinados indicadores do MEC. Os dados foram apresentados pelo candidato Omar Aziz durante o debate do segundo turno realizado pela TV Norte, ao abordar a atuação de Maria do Carmo na área da educação.

O caso de Medicina ganhou uma dimensão adicional com a realização do Enamed, avaliação aplicada pelo Inep para analisar a formação médica no país. De acordo com os dados citados no material, o curso da Fametro obteve conceito 1 na primeira edição do exame, resultado que passou a ser utilizado como elemento de questionamento sobre a qualidade da formação oferecida pela instituição.

Os dados, apresentados em meio à campanha eleitoral, colocam em debate a experiência educacional reivindicada pela candidata e levantam a discussão sobre como a gestão adotada em uma instituição privada de ensino poderia se refletir nas propostas de Maria do Carmo para a educação pública do Amazonas.

Histórico judicial de Wellington Lins

Segundo informações que rolam nos bastidores do poder, é que o esposo de Maria do Carmo, o empresário Wellington Lins, está ansioso para assumir o comando do Governo do Estado porque na verdade quem manda é ele, a candidata seria somente a ponte para chegar ao poder novamente.

A pergunta que fica no ar é: Quem vai governar de fato o Amazonas, se Maria do Carmo vencer as eleições? Será que ela vai colocar as decisões do Estado nas mãos do marido Wellington Lins, que pretende ficar com as chaves dos cofres públicos?

Para quem não conhece Wellington Lins, presidente e é um dos fundadores do Grupo Fametro, irmão do deputado federal Átila Lins e com uma trajetória de vida marcada por controvérsias, prisões e processos judiciais.

Em meados dos anos 1990, quando presidiu o Instituto de Previdência do Estado do Amazonas, onde ele enfrentou processo por estelionato, com ordem de prisão decretada e posterior detenção no Aeroporto de Manaus.

Na ação, que recebeu o número 01196028459/96, o Ministério Público do Amazonas acusa o empresário de ter cometido estelionato na transação para contratações. O caso continua parado, e mesmo tendo sido levado para análise no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), ainda não teve desfecho.

Na época, o jornal Folha de São Paulo noticiou a prisão de Wellington Lins, que responde a diversos outros processos, do qual traremos em reportagens especiais para mostrar quem está por trás de alguém que deseja comandar o Estado.

O histórico judicial passou a ser explorado no debate eleitoral por adversários de Maria do Carmo, que levantam questionamentos sobre a influência de pessoas próximas à candidata em uma eventual administração estadual.

Questionamentos sobre eventual governo

O histórico empresarial e judicial de Wellington Lins passou a ser utilizado por críticos da candidatura de Maria do Carmo para levantar questionamentos sobre qual seria o papel do empresário em uma eventual administração estadual. A dúvida colocada no debate eleitoral é se Wellington teria influência sobre decisões estratégicas de um futuro governo, especialmente diante de sua relação com a candidata e de sua atuação como presidente e um dos fundadores do Grupo Fametro.

Wellington Lins, marido de Maria do Carmo, é presidente e um dos fundadores do Grupo Fametro e irmão do deputado federal Átila Lins. A discussão ocorre durante o segundo turno das eleições para o Governo do Amazonas. Maria do Carmo disputa o cargo contra Omar Aziz (PSD), e os eleitores amazonenses voltam às urnas no dia 25 de outubro.

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