Em dois anos o polo de concentrados da ZFM está condenado a morrer, avalia Omar Aziz

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Em dois anos o polo de concentrados da ZFM está condenado a morrer, avalia Omar Aziz

Líder da bancada do Amazonas no Congresso, Omar Aziz, afirma que a redução para 4% na alíquota colocará o setor de concentrados no corredor da morte.

(Foto: Fátima Meira/Futura Press/Folhapress)

Após o anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que a taxação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor de concentrados da Zona Franca de Manaus (ZFM), será decrescente até chegar em 4%, o líder da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, senador Omar Aziz (PSD), definiu o escalonamento como um “corredor da morte”. 

“Tinha um decreto do Temer que passava de 14% para 4% no final da linha. E foi acertado via decretos sucessivos que baixaria de 2% em 2% no lapso temporal. E houve um mal-entendido no ano pasado, já conversei com o Paulo Guedes, e agente vai passar de 10% para 8% agora até chegar a 4% em dois a três anos”, afirmou Bolsonaro no final da tarde de quarta-feira (15) numa coletiva de imprensa em Brasília.

“Esse escalonamento é temerário, porque está colocando o setor de concentrados no corredor da morte. É como você dizer: olha você vai viver esse ano, e daqui a dois anos você está morto, está condenado a morrer. Elas (as empresas) não farão nenhum investimento mais aqui”, disse Omar Aziz. 

Leia mais em: Bolsonaro: IPI do polo de concentrados da ZFM será de 4% em três anos, veja vídeo

Paliativo

Para o senador, que aguarda ainda nesta quinta-feira, 16, uma resposta definitiva do Ministro da Economia, Paulo Guedes, se a medida realmente for tomada, não haverá nenhum benefício para a ZFM.

“É uma coisa paliativa para 2020, mas com a perspectiva de morrer daqui a três anos. Está dando um prazo que o distrito vai morrer”, argumentou.

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Crédito

Além disso, o senador disse que está conversando com o Ministro Paulo Guedes sobre o reconhecimento do crédito do IPI na Receita Federal, pois atualmente nenhum crédito é reconhecido pelo órgão.

“Hoje está contingenciando de cada real 40 centavos. Esse contingenciamento já chega a 13 bilhões de reais. Isso quebra as empresas”, explicou. 

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