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Omar diz que CPI não será arquivada: ‘ninguém engaveta 600 mil vidas’

'O governo brasileiro prevaricou. E não foi uma pessoa, foram várias', disse o senador do Amazonas, Omar Aziz, em entrevista à rádio, nesta segunda
Da redação – Portal AM1
• Publicado em 04 de outubro de 2021 – 10:03
Omar diz que CPI não será arquivada: ‘ninguém engaveta 600 mil vidas’
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 Brasília, DF – O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), garantiu que os trabalhos não vão terminar em pizza e o relatório final não será arquivado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira (04).

“Engavetado eu tenho certeza que não será. Porque ninguém engaveta 600 mil vidas como nós perdemos no Brasil até o momento”, disse. 

Na semana passada, o parlamentar marcou a votação do relatório final para o próximo dia 20. O parecer do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), deve enquadrar o presidente Jair Bolsonaro e integrantes do governo por atos e omissões na pandemia do coronavírus.

Na entrevista, Aziz classificou como “estarrecedora” a forma como o governo federal conduziu o combate à doença no Brasil. Citando como exemplos o apoio ao tratamento precoce contra a covid-19 e a demora na aquisição de vacinas. “O governo brasileiro prevaricou. E não foi uma pessoa, foram várias”.

Leia mais: Omar Aziz cumpre agenda em Manaus e se encontra com vereadores

Caso Prevent Senior 

Aziz comentou ainda o caso da Prevent Senior, operadora de saúde acusada de orientar profissionais a recomendar medicamentos sem comprovação científica no tratamento da covid, realizar experimentos em pacientes sem autorização das famílias, alterar prontuários, entre outras denúncias. Segundo o senador, o que ocorreu na operadora não foi um “fato isolado”.

“Em várias unidades básicas de saúde foi propagado isso pelo governo”, disse, citando o aplicativo TrateCov, que recomendava o chamado “tratamento precoce” contra o coronavírus.

Negociação por vacinas

A CPI também abordou a compra de vacinas pelo governo. No início dos trabalhos, a comissão revelou, por exemplo, que a Pfizer enviou e-mails ao Ministério da Saúde oferecendo contratos pelo imunizante mais de uma vez e não obteve resposta. O episódio, segundo o senador, foi o que mais gerou uma revolta pessoal.

Além deste caso, a CPI investigou também suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. O contrato acabou sendo suspenso pelo governo. “O Brasil foi o único país que usou intermediário para negociar vacina”, disse o senador.

O presidente da comissão revelou estar preocupado com o futuro da pandemia no país, principalmente com relação à terceira dose dos imunizantes. Segundo ele, o “governo tem que se mexer”, e o planejamento do Ministério da Saúde para 2022 também será abordado no relatório final.

“A CPI fez avançar a vacinação. Fez as pessoas descobrirem que o tratamento precoce pode matar. Descobriu e mostrou que imunização de rebanho é crime contra a humanidade”, disse Aziz, prometendo que as futuras ações do governo seguirão sendo monitoradas.

(*) Com informações da Rádio Gaúcha

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