Manaus, 6 de novembro de 2026
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Cenário

‘Político não é diva pop’: ausência de vereadores em debate climático gera cobrança em Manaus

Manifestação critica baixa participação de parlamentares em audiência pública sobre a crise climática e defende mais fiscalização da população sobre os mandatos.

(Foto: CMM)

Manaus  (AM) – A ausência de vereadores em uma audiência pública sobre a crise climática de Manaus provocou críticas e reacendeu o debate sobre a participação dos parlamentares nas discussões de interesse da população. A frase “político não é diva pop” resume a cobrança feita em uma manifestação que questiona a idolatria de figuras políticas e defende que os representantes sejam fiscalizados e cobrados pela sociedade.Realizada em 4 de novembro de 2026, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a audiência pública debateu a grave crise climática no Amazonas. Dos 41 vereadores da capital, apenas dois compareceram: Rodrigo Guedes, um dos autores da iniciativa, e José Ricardo.

A manifestação critica a baixa presença de parlamentares em uma discussão considerada importante para o futuro da cidade. O argumento é que questões ambientais não devem ganhar espaço apenas durante períodos de fumaça intensa, poluição do ar ou outros episódios de emergência, mas precisam estar no centro de debates sobre prevenção, planejamento e políticas públicas permanentes.

Cobrança por prevenção e políticas públicas

O posicionamento defende que a Câmara Municipal mantenha o tema na agenda de forma permanente, com debates sobre prevenção, planejamento, fiscalização e criação de políticas públicas capazes de enfrentar os problemas ambientais antes que eles se agravem.

Outro ponto levantado é a necessidade de acompanhar o trabalho dos vereadores para além da popularidade nas redes sociais. A manifestação questiona a valorização de homenagens, datas comemorativas e denominações de ruas enquanto problemas estruturais da cidade continuam exigindo respostas do poder público.

Eleitores são chamados a fiscalizar mandatos

A cobrança também é direcionada aos eleitores, especialmente aos jovens, para que avaliem a atuação dos representantes antes de escolher seus candidatos nas próximas eleições municipais. O discurso defende que a decisão do voto não seja baseada apenas na personalidade, popularidade ou quantidade de seguidores de um político.

A manifestação ainda destaca que os vereadores são eleitos para representar a população e recebem recursos públicos pelo exercício do mandato. Por isso, a presença nas discussões, a prestação de contas e o compromisso com as demandas da cidade são apontados como responsabilidades fundamentais.

A mensagem termina com um apelo à fiscalização dos mandatos, independentemente de partido ou popularidade: “Não idolatre. Fiscalize. Cobre”.

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