Bolsonaro - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Manaus (AM) – O Amazonas tem dois nomes no Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos (GACC), formado pela Procuradoria- Geral da República (PGR), que será responsável pela análise do relatório da Polícia Federal que indicia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.
Entre os integrantes do grupo, destacam-se as procuradoras da PGR-AM, Catarina Sales Mendes de Carvalho e Cecília Vieira de Melo.
No total, três membros do GACC são oriundos de Procuradorias da República da Região Norte. Criado em janeiro de 2023, o GACC tem como objetivo coordenar investigações e ações relacionadas aos atos antidemocráticos que ocorreram em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes em Brasília foram invadidas e depredadas.
Agora, o grupo será responsável por revisar o relatório da PF e auxiliar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na decisão dos próximos passos. As opções incluem apresentar denúncia contra os indiciados, arquivar o caso ou requisitar novas diligências. Confira abaixo a composição do GACC, conforme divulgado pelo jornal Estadão.
- Joaquim Cabral da Costa Neto, coordenador – Procuradoria da República no Município (PRM) de Garanhuns (PE);
- Adriana Scordamaglia Fernandes – Procuradoria Regional da República da 3ª Região;
- Catarina Sales Mendes de Carvalho – Procuradoria da República no Estado do Amazonas (PR-AM);
- Cecília Vieira de Melo – Procuradoria da República no Estado do Amazonas (PR-AM);
- Daniel José Mesquita Monteiro Dias – Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE);
- Gabriela Starling Jorge Vieira de Mello – Ministério Público de Goiás (MP-GO);
- Lígia Cireno Teobaldo – Procuradoria da República no Pará (PR-PA);
- Leandro Musa de Almeida – Procuradoria da República no Município (PRM) de Guarulhos (SP);
- Pablo Luz de Beltrand – Procuradoria da República no Mato Grosso (PR-MT).
Até dezembro de 2023, o grupo era liderado pelo subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, que esteve à frente de parte das denúncias apresentadas contra envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes. Atualmente, a coordenação está sob responsabilidade de Joaquim Cabral de Neto.
A expectativa é que possíveis denúncias sobre a tentativa de golpe de Estado ocorram somente em 2025. A demora se deve à intenção de unificar a análise do caso com outros inquéritos em andamento, como os relacionados a fraudes em cartões de vacinação e desvios de joias da Presidência da República.
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