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CPI da Covid aprova mais 21 convocações; nenhum nome do Amazonas

Além do deputado, a Comissão da CPI aprovou a convocação de mais 20 pessoas
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 02 de julho de 2021 – 09:07
Objetivo da CPI é salvar vidas, diz Omar Aziz sobre início das investigações
Foto: Divulgação

BRASÍLIA, DF – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado aprovou, nesta quarta-feira (30), as convocações de 21 pessoas. Na lista, estão o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias. A portaria de exoneração de Dias foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. 

Na lista não há nenhum nome do Amazonas, por onde já passaram o ex-secretário de Saúde Marcellus Campêlo e o deputado Fausto Júnior. O governador do Amazonas Wilson Lima foi convocado, mas conseguiu barrar o depoimento no STF. O prefeito David Almeida e a secretária de Saúde Shádia Fraxe estão na lista de possíveis convocados, mas não foram chamados mais uma vez.

A convocação de Barros, marcada para o dia 8 de julho, foi motivada pelo depoimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF) ao colegiado na semana passada. Na ocasião, o parlamentar afirmou ter avisado o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeita de corrupção nas negociações para compra da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O presidente teria citado Barros como alguém envolvido no caso. O parlamentar nega envolvimento.

Leia mais: ‘Não há dados concretos’, diz Barros sobre acusações da CPI

Ainda de acordo com o cronograma aprovado hoje, o deputado Luís Miranda voltará à CPI na próxima terça-feira (6). Desta vez, em reunião secreta do colegiado, ele deverá dar detalhes aos senadores sobre uma afirmação feita por ele, à revista Crusoé, de que teria recebido proposta de propina para não atrapalhar as negociações para a compra da vacina Covaxin.

A CPI da Pandemia também vai ouvir, no dia 7, Roberto Dias. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o então diretor do Ministério da Saúde teria tentado negociar propina de US$ 1, por dose, na aquisição de 400 milhões de imunizantes.

Próximos depoimentos

Amanhã (1º) será a vez de o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano ser ouvido pela CPI. A empresa é a intermediária entre o governo federal e o laboratório indiano Bharat Biotech na aquisição do imunizante Covaxin.

Na sexta-feira (2) está marcada a oitiva de Luiz Paulo Dominguetti, da Davati Medical Supply. Foi ele que falou ao jornal Folha de S.Paulo sobre a suposta cobrança de propina para a compra de vacinas por parte do governo federal. Segundo o jornal, Dominguetti disse que apresentou proposta para vender a vacina AstraZeneca ao governo por US$ 3,50 a dose, e que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde teria proposto superfaturar o valor das vacinas em US$ 1 por dose para fechar o acordo.

Leia mais: Omar Aziz diz que não cometerá o mesmo erro da CPI da Saúde em Manaus

Lista de convocados:
 
– Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados
– Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde
– Marcelo Bento Pires, coordenador de logística do Ministério da Saúde
– Regina Célia Silva Oliveira, servidora do Ministério da Saúde
– Thiago Fernandes da Costa, servidor do Ministério da Saúde
– Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply no Brasil
– Cristiano Alberto Carvalho, procurador da Davati Medical Supply no Brasil
– Rodrigo de Lima, funcionário do Ministério da Saúde
– Rogério Rosso, ex-deputado e diretor da União Química
– Robson Santos da Silva, secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde
– Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos
– Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos
– Antônio José Barreto de Araújo Junior, ex-secretário executivo do Ministério da Cidadania
– Danilo Berndt Trento, sócio da empresa Primarcial Holding e Participações LTDA
– Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica
– Gustavo Mendes Lima, gerente de medicamentos da Anvisa
– Luciano Hang, dono da rede de lojas varejistas Havan
– Antonio Jordão de Oliveira Neto, médico
– Adeílson Loureiro Cavalcante, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde
– Silvio de Assis, empresário

(*) Com informações da Agência Brasil

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