Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Saúde é o ministério mais afetado pelo bloqueio do orçamento 2024

Mais de quatro bilhões de reais do Ministério da Saúde foram bloqueados pelo governo federal.

Fachada do Ministério da Saúde

Fachada do Ministério da Saúde - Foto: (Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Brasília (DF) – O governo federal divulgou no final da noite de terça-feira (30) o detalhamento da contenção de R$ 15 bilhões do orçamento 2024. Deste montante, R$ 11,2 bi foram bloqueados e R$ 3,8 bi contingenciados.

O decreto de n.° 12.120 foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

A ação faz parte do cumprimento do novo marco fiscal que estabelece uma limitação de gastos. Neste ano, o valor total que pode ser limitado corresponde a R$ 2,1 trilhões.

Contingenciamentos 

O Ministério da Saúde foi a pasta mais afetada pelo bloqueio, R$ 4, 419 bilhões. Cerca de R$ 998 milhões foram contingenciados e R$ 3,42 bilhões bloqueados.

Seguido pelo ministério das Cidades, com R$ 2,133 bilhões; Transportes R$ 1,5 bilhão, e Educação R$ 1,2 bilhão em cortes.

Veja a lista dos ministérios afetados: 

  • Ministério da Agricultura e Pecuária – R$ 453.323.480;
  • Ministério da Fazenda – R$ 443.715.223;
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública – R$ 278.992.466;
  • Ministério das Relações Exteriores – R$ 177.717.507;
  • Ministério da Previdência Social: R$ 305.951.125;
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 216.565.224;
  • Ministério do Esporte: R$ 135.283.672;
  • Ministério da Defesa: R$ 675.677.698;
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 719.304.287;
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome: R$ 924.093.045; e
  • Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 168.060.388.

Segundo o economista José Pagnussat, o impacto do contingenciamento foi pequeno, mas o problema da ação é que o bloqueio só pode ser aplicado em despesas discricionárias, ou seja, o custeamento dos ministérios, investimentos e também políticas públicas como as das pastas de Saúde e Educação.

“O cenário fiscal não é tão alentador, provavelmente, serão necessários novos contingenciamentos nas próximas avaliações das projeções das receitas e despesas para o ano. Os relatórios de avaliação da Receita e despesas são bimestrais e apesar das receitas do governo estarem em crescimento acima da inflação, as projeções já indicam dificuldades para cumprir a meta fiscal, dados que as despesas estão crescendo também com força”, afirmou Pagnussat.

Bloqueios no PAC 

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), usado como vitrine pelo governo federal, também foi impactado pela decisão do Executivo. Cerca de R$ 4,5 bilhões foram contingenciados.

Segundo o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, as obras que estão em andamento não serão afetadas, além disso, ele afirmou que o cumprimento do arcabouço fiscal foi uma determinação do presidente Lula.

“O presidente Lula, mais uma vez, vai ter responsabilidade social (…) dizendo o seguinte: esses investimentos não vão ultrapassar um certo limite que possa piorar as nossas contas públicas”, afirmou em entrevista ao programa Bom dia Ministro, da EBC.

Para Pagnussat, o governo está fazendo um pente fino em despesas que subiram além do esperado, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o seguro-desemprego.

“Dificilmente a meta fiscal será cumprida com esse pequeno contingenciamento.”

 

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