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16 de maio de 2021
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Senadores do Amazonas discordam sobre alcance da CPI da Saúde

Eduardo Braga, Plínio Valério e Omar Aziz tomam posição na CPI que sacode os bastidores da política em Brasília

Senadores do Amazonas discordam sobre alcance da CPI da Saúde
Foto: Reprodução

BRASÍLIA –  Os senadores do Amazonas se posicionam de forma divergente em relação à CPI da Saúde, que está para ser instalada em Brasília nesta semana, por ordem do ministro  do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. Eduardo Braga (MDB-AM) defende que a CPI mire apenas no governo federal. Já Plínio Valério (PV) quer investigar governadores e prefeitos, enquanto Omar Aziz foca em participar na comissão como um dos indicados do PSD. “É óbvio que fatos envolvendo governadores e prefeitos que tenham conexão com a CPI da Pandemia podem e devem ser investigados. Mas não dá para incluir todos os estados e municípios na largada da CPI. Quem tem muitas prioridades não tem nenhuma”, defende Eduardo Braga, que mesmo sendo contra, assinou o requerimento para expandir o alcance da CPI.

“O momento é de união do Congresso Nacional, Executivo e Judiciário num pacto contra as mortes causadas pela covid-19. Mas se formos obrigados a instalar a CPI para apurar desvios e omissões, que ela seja ampla. Mantenho assinatura nos dois requerimentos, mas defendo a instalação da CPI ampla apresentada pelo senador Eduardo Girão. Precisamos apurar as denúncias de desvios de recursos públicos. É preciso ter transparência e respeito com o dinheiro do contribuinte”, afirma Plínio Valério.

Leia mais: CPI da Covid: Senador diz ter assinaturas para incluir estados e municípios em investigação

Já o senador Omar Aziz trabalha para participar ativamente da CPI, seja qual for a abrangência. “É importante também que o Amazonas esteja representado nesta Comissão. Vou verificar quantas vagas o meu partido terá, porque quero, inclusive, participar da Comissão”, disse.

Ao participar da Comissão Temporária da Covid nesta segunda-feira, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette, opinou sobre a ampliação do escopo da CPI. Segundo ele, embora não seja uma preocupação para os prefeitos, visto que quase todas as prefeituras, por obrigação, têm que ter um site de transparência, a ampliação criaria uma cortina de fumaça. “A gente acredita que, na parte jurídica, na parte constitucional – o Senado, claro, tem toda competência para analisar verbas federais que foram destinadas, mas nós temos as câmaras municipais, temos as assembleias legislativas –, achamos que isso seria uma cortina de fumaça para criar um escopo enorme e não termos o foco naquilo que nós precisamos, que é o desempenho do governo federal na pandemia”, disse.

Áudio

Em uma conversa no fim de semana sobre a CPI entre o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e o presidente Jair Bolsonaro, divulgada pelo parlamentar, Bolsonaro defendeu a ampliação da investigação e disse temer um “relatório sacana” da comissão caso a apuração se concentre apenas no governo federal, conforme previsto no pedido original.

Leia mais: Plínio Valério defende criação da CPI das ONGs da Amazônia antes da CPI da Covid

“Olha só o que você tem que fazer. Tem que mudar o objetivo da CPI, tem que ser ampla. Daí você vai fazer um excelente trabalho para o Brasil”, afirmou Bolsonaro a Kajuru, no áudio. “Se mudar, 10 para você, porque nós não temos nada a esconder”, disse sobre o objetivo da CPI.

Mourão

Sem estender a polêmica, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também engrossou hoje o coro em defesa de uma CPI mais abrangente. “Como está colocado ali, tem dois aspectos. Um é muito amplo: ‘Ações de combate a pandemia’. Então, acho que tem que envolver também estados e municípios”, disse Mourão.

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