Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Única mulher na disputa presidencial, Simone Tebet diz ser ‘a nova esperança do Brasil’

Tebet ganhou notoriedade no cenário da política nacional durante a CPI da Pandemia no Senado Federal

Foto: Divulgação

Manaus – A única mulher na disputa pela Presidência do Brasil, a pré-candidata Simone Tebet, tem a missão de atrair o eleitorado feminino e fazer com que o eleitorado masculino também volte a atenção para ela. A quarta presidenciável da série do Portal AM1 aparece em 4º lugar nas pesquisas de intenções de votos; porém, se intitula como “a nova esperança do Brasil”.

Tebet ganhou notoriedade no cenário da política nacional durante a CPI da Pandemia no Senado Federal. Em uma das sessões, a senadora apontou irregularidades no contrato firmado entre o Ministério da Saúde e a empresa Bharat Biotech, responsável pela produção da vacina Covaxin.

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A senadora também tornou-se a primeira líder da Bancada Feminina do Senado, a qual foi criada para garantir às senadoras assento na reunião de líderes, com direito à fala e voto sobre a pauta de votações.

Foto: Divulgação / Senado

Apesar de aparecer com 4% das intenções de voto, Simone Tebet se coloca na luta, com determinação de conquistar os holofotes, como candidata da terceira via, e opção para os eleitores que querem fugir da polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT).

Carreira política

Nascida em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, Simone Tebet teve o primeiro contato com a política a partir da carreira do pai, Ramez Tebet, ex-presidente do Senado Federal no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Advogada, professora e senadora da República, ela acompanhou a carreira política do pai bem de perto, o que mais tarde se tornaria uma influência para que ela entrasse no cenário. Foi aprovada na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro aos 16 anos e, após se formar, tornou-se professora e permaneceu nas salas de aula por 12 anos.

Simone dividia o tempo entre ser professora e consultora jurídica e foi diretora da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, não deixando de abandonar a vida política.

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Resolveu iniciar a carreira política no ano de 2022, quando foi eleita deputada estadual pelo Mato Grosso do Sul. Depois de sair da Assembleia seguiu os passos do pai, e assumiu a Prefeitura de Três Lagoas -sendo a primeira mulher a se tornar prefeita naquela cidade. Obtendo sucesso na gestão, conseguiu um novo mandato nas eleições de 2008, quando obteve 76% dos votos válidos.

Foto: Divulgação

Tentando novos voos, pediu licença do cargo e se candidatou a vice-governadora do MS, em 2010. Em mais um sucesso nas eleições, venceu e se tornou a primeira mulher a ser vice-governadora do estado. Durante a gestão, ocupou a Secretaria de Governo, quando em 2014 tentou concorrer à vaga de senadora.

Novamente, Simone Tebet conseguiu realizar o feito e se sobressaiu em meio aos adversários. Conquistou 52% dos votos dos eleitores e se tornou a primeira senadora eleita em Mato Grosso do Sul. A atuação de Tebet no Senado Federal lhe rendeu bons resultados. A senadora é tricampeã do Congresso em Foco, considerado o Oscar da política brasileira.

CPI da Pandemia

Apesar de não ter uma cadeira na comissão da CPI da Pandemia, Simone Tebet esteve presente nas sessões que investigavam a atuação do governo federal durante a pandemia da covid-19. Foi durante esse período que Tebet se destacou ao fazer questionamentos aos convocados pela CPI.

Entre os momentos em que Tebet teve grande relevância para o processo de investigação, conseguiu apontar erros no contrato da vacina Covaxin com o Ministério da Saúde, onde foi constatada uma possível fraude de R$ 1,6 bilhão. Logo após a descoberta de Tebet, o governo federal cancelou o contrato com a empresa indiana.

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Foto: Divulgação / Agência Senado

Com o êxito da descoberta, Tebet precisou encarar a fúria do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, durante depoimento da CPI da Covid. O ministro Wagner Rosário chamou a senadora de “descontrolada” logo após ela tê-lo criticado em relação ao presidente Bolsonaro e o contrato da Covaxin, durante reunião.

Na ocasião, a senadora afirmou que a CGU “não foi criada para ser órgão de defesa de ninguém”, sugerindo que o ministro atuava para atender aos interesses de Bolsonaro. De acordo com ela, a CGU não detectou documentos falsos usados para a compra das vacinas, deixando o ministro irritado.

Mesmo sem um lugar oficial na Comissão, Tebet conseguiu chamar atenção e ganhou, em 2021, a categoria Melhores do Senado do prêmio, com destaque na CPI da Pandemia.

Pré-candidatura

Desde que ficou sob os holofotes, Simone Tebet defendeu o fim da polarização entre Lula e Bolsonaro, e se colocou como uma opção para a ‘terceira via’. Com isso, o MDB lançou – em dezembro do ano passado – a pré-candidatura da senadora para a disputa presidencial.

Sem aparecer com uma grande projeção nas pesquisas de intenção de voto, alguns partidos já acenaram para a pré-candidatura de Tebet. Quando o ex-juiz Sergio Moro estava filiado ao Podemos e tinha como objetivo concorrer às eleições, Tebet foi bastante elogiada por ele, que inclusive, afirmou que ela seria uma ‘vice ideal’ para ele.

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Foto: Divulgação

A pré-candidata reconhece que não possui o apoio de todas as alas do MDB, mas que até as convenções partidárias, esse apoio irá crescer. A pré-candidata, inclusive, conseguiu o apoio de dois grandes partidos na disputa: PSDB e Cidadania.

Mesmo com o apoio, nem todos os políticos com mandato dentro do partido demonstram apoio à Tebet, o que, até então, parece não ser um problema para ela, que tem se dedicado na campanha sem se importar com os demais.

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Sem apoio no Amazonas

Com o senador Eduardo Braga (MDB) tentando um novo mandato como governador do Amazonas, a pré-candidata do MDB na presidência ficará sem apoio no cenário amazonense. Colegas do Senado e de partido, Eduardo Braga destacou que apoiará a candidatura de Lula nas eleições, jogando Tebet para o escanteio.

A aliança entre Lula e algumas alas do MDB foi firmada ainda nesta semana, quando o ex-presidente se reuniu com líderes da legenda. Eduardo Braga revelou para o jornal Folha de S.Paulo que o apoio a Lula com os líderes do MDB estremece o lançamento da candidatura de Simone Tebet, fazendo com que a oficialização da candidatura dela precise ser discutida.

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Foto: Divulgação / Agência Senado

A ‘saída’ de Eduardo Braga para apoiar Lula não é novidade dentro do partido. O senador Renan Calheiros, por exemplo, já reforçou que estará fechado com o petista nas eleições deste ano, apesar da candidatura de Tebet.

Nas redes sociais, o senador fez uma crítica àqueles que tentam se sobressair à polarização entre Bolsonaro e Lula. “A vantagem consolidada de Lula aponta para decisão em 1º turno. Erra quem insiste em forçar a barra com pretensões irreais”, escreveu Braga.

Focada na pré-campanha e em tentar conseguir um espaço na disputa, Simone Tebet entra nas eleições em um partido de Centrão, e o resultado para saber se a determinação de Tebet deu certo só será divulgado em 2 de outubro.