Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

‘Vamos até às últimas consequências’, afirma Arthur Neto

O Sinetram entrou com uma ação cautelar no TCE contra a intervenção no transporte público, em resposta Arthur Neto disse que não vai voltar atrás na decisão

Prefeito afirma que intervenção vai ser mantida (Foto: Carlos Bolívar)

A intervenção no transporte público de Manaus já dura mais de 90 dias e, após a prorrogação no prazo da intervenção, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) decidiu entrar com uma ação cautelar no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM).

Procurado pela reportagem do Amazonas1, o prefeito Arthur Neto (PSDB) informou na última sexta-feira, 1º, que não pretende voltar atrás na decisão e acredita que o TCE não tomará nenhuma medida contra a intervenção. “Nós vamos até as últimas consequências para só voltarmos a devolver autonomia ao Sinetram quando o sindicato for bem governado por empresas capazes de fazer o que prometem”, disse.

O prefeito avaliou que após a intervenção, as greves de ônibus e atrasos nos pagamentos não aconteceram mais. Além disso, reforçou que a intervenção seria mais eficaz se a prefeitura tivesse acesso a 100% da bilhetagem. Arthur também  criticou os empresários: “40% da verba arrecadada entra em dinheiro e está sendo desperdiçados pelos empresários, que deveriam comprar pneus novos e não compram, por exemplo. São perdulários e incompetentes.”

Questionado sobre o relatório da intervenção que, em tese seria apresentado em audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM), no último dia 31 de outubro, o prefeito disse que aguarda uma resposta de dois setores que têm interesse em investir em ônibus novos.

Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que ainda não foi notificada pelo TCE, mas está disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários ao órgão e tomar as medidas cabíveis.