(Foto: Kelvin Dinelli/ Assessoria e Celso Maia/ Portal AM1)
Manaus (AM) – O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) criticou duramente os colegas paramentares, na última quarta-feira (01), em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante protesto de professores contra o projeto de lei que altera o regime de previdência do município. A proposta é criticada pela categoria por aumentar a idade mínima e o tempo de contribuição dos servidores públicos.
Do alto de um carro de som, Rodrigo Guedes pediu ao prefeito David Almeida (Avante) e aos demais vereadores que rejeitem a matéria e não se posicionem contra os servidores. Em seu discurso, o parlamentar chegou a falar em “morte eleitoral” para os parlamentares que votarem a favor da reforma. Ele esclareceu que o termo não se refere a morte física, mas à rejeição dos eleitores nas urnas.
“Se os vereadores votarem contra os servidores municipais, haverá uma revolta contra aqueles que não os apoiarem”, declarou Guedes. O vereador chegou ainda criticar colegas de plenário, considerando “hipócrita” o argumento dos que apoiam proposta e as consideram necessária para equilibrar as contas públicas.
Segundo Guedes, não há obrigatoriedade de votação da reforma neste momento. Ele classificou o texto como o “Projeto da Maldade” e reafirmou apoio à derrubada da medida. De acordo com Rodrigo Guedes 12 vereadores já se posicionaram contra a reforma, faltando somente um posicionamento para impedir o avanço da proposta.
Vereadores que já declararam voto contrário ao Projeto de Lei:
- Rodrigo Guedes (Progressistas)
- Rodrigo Sá (Progressistas)
- Paulo Tyrone (PMB)
- Ivo Neto (PMB)
- Sargento Salazar (PL)
- Coronel Rosses (PL)
- Capitão Carpê (PL)
- Raiff Matos (PL)
- Prof° Jaqueline (UB)
- Zé Ricardo (PT)
- Diego Afonso (UB)
- Thaysa Lippy (PRD)
Sobre a votação do Projeto
A votação do projeto na Câmara Municipal de Manaus (CMM) será realizada com base em um quórum qualificado de 2/3, ou seja, exige a aprovação de dois terços do total de vereadores para que a matéria seja aprovada. Considerando que a CMM é composta por 41 vereadores, isso significa que são necessários 28 votos favoráveis para a aprovação do projeto.
É importante destacar que o presidente da sessão não vota, exceto em casos de empate. Portanto, em condições normais, 40 vereadores podem participar da votação. Dessa forma, para impedir que o projeto alcance os 28 votos necessários, bastam 13 vereadores votarem contra, pois isso impediria que o quórum qualificado de aprovação fosse atingido.
Essa dinâmica evidencia a importância do posicionamento de cada parlamentar, já que poucos votos contrários podem ser decisivos para barrar ou aprovar a matéria, refletindo a relevância do quórum de 2/3 em decisões importantes dentro da Câmara.
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