Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Professores chamam vereador Samuel de “traidor” durante manifestação na CMM

Manifestantes acusam vereador de trair a categoria ao apoiar mudanças na previdência e pedem a retirada de projeto que aumenta idade e tempo de contribuição.

Professores chamam vereador Samuel de “traidor” durante manifestação na CMM

(Foto: Ismael Lira/ Assessoria e Celso Maia/ Portal AM1)

Manaus (AM) – Durante o protesto dos Professores na manhã desta quarta-feira (1º) em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM) contra o Projeto de Lei que altera o regime de previdência do município, o vereador Professor Samuel (PSD) foi alvo de duras críticas e chamado de “traidor” por colegas de profissão que contestam a falta de apoio do parlamentar em defesa dos profissionais da educação, a categoria apelidou a proposta como “Projeto da Maldade”.

“Se ele não votar, ele pelo menos vai ter constrangimento, constrangimento porque professores não aceitam traidores. Samuel, seu traidor, retira o nome de professor”, gritaram manifestantes em frente à CMM.

Professores cobram retirada do projeto

Os profissionais da educação defendem a retirada do projeto, que eleva a idade mínima e o tempo de contribuição para aposentadoria. Para eles, as novas regras representam um retrocesso e desvalorizam a carreira.

Em entrevista ao Portal AM1, a professora e coordenadora administrativa do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus, Helma Sampaio, destacou que a categoria se sente esquecida pelos parlamentares que apoiaram a proposta.

“O que nós presenciamos aqui na Câmara Municipal de Manaus é algo que nos deixa realmente impactados, porque muitas vezes os interesses próprios, eles são colocados acima do interesse do trabalhador”, declarou a professora.

Professores chamam vereador Samuel de “traidor” durante manifestação na CMM

(Foto: Celso Maia/ Portal AM1)

A insatisfação com a falta de representatividade política entre os profissionais da educação também ficou evidente durante o ato. Durante o protesto, a professora Joselani Brito expressou sua frustração: “Eu, ultimamente, até digo e repito: não voto mais em vereador que represente a minha categoria, porque no momento que a gente mais precisa deles, eles não nos representam”.

Já a professora Sandra Acioli reforçou o sentimento de indignação, questionando a postura de parlamentares que se apresentam como defensores da educação: “Eu honro a minha classe, eu honro o meu trabalho. E esse vereador que se diz professor, será que é isso mesmo? Ele é digno de ser chamado de vereador nesse momento?”.

O que diz o projeto

O Projeto de Lei em tramitação estabelece tempo mínimo de contribuição de 25 anos para homens e mulheres. No caso dos professores, a exigência sobe para 30 anos de atividade para homens e 25 anos para mulheres.
Além disso, servidores públicos precisarão comprovar pelo menos 10 anos no serviço público e 5 anos no cargo atual. As mudanças, entretanto, valem apenas para quem ingressou após 31 de dezembro de 2003.

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