Vereadores avaliam autorização de empréstimo milionário para Arthur

Publicado em 19/09/2017 06:20
Um dos principais destinos para o empréstimo é o investimento em serviços de tapa-buracos da cidade (Dircom)

Da Redação

Informado pelo Amazonas1 há 20 dias, o empréstimo para o prefeito Arthur Neto (PSDB) no valor de R$ 250 mil deverá ser aprovado pelos vereadores nesta semana. No dia 30 de agosto deste ano, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, em regime de urgência, o montante junto à Caixa Econômica que, segundo a prefeitura, ajudará na melhoria da infraestrutura da cidade e na modernização de serviços públicos.

O orçamento da Prefeitura de Manaus para este ano é de R$ 4,1 bilhões, sendo que desse valor, mais de R$ 700 milhões são só para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

A solicitação de autorização para o empréstimo foi enviada à Câmara Municipal de Manaus por meio do Projeto de Lei nº 247/2017.  Segundo informações do Site da CMM, a tramitação em regime de urgência da matéria contou com os votos  contrários dos vereadores Chico Preto (PMN), Marcelo Serafim (PSB) e Professor Gedeão Amorim (PMDB).

Falta de transparência

Durante a votação da tramitação em regime de urgência do projeto, os vereadores Chico Preto  e Marcelo Serafim argumentaram que votaram contra o pedido, em virtude da falta de detalhamento da proposta quanto à destinação  e aplicação do valor, assim como a necessidade de se discutir mais amplamente o Programa de Melhoria da Infraestrutura Urbana e Tecnológica.

Contudo, o presidente da Casa, vereador Wilker Barreto (PHS), explicou que, mesmo com o pedido de urgência, o PL tramitará na Casa por 30 dias, tempo que ele classificou com hábil para conhecer melhor a propositura.

Pela mensagem enviada pelo Executivo ao Poder Legislativo, o Prominf/Manaus,  dentre outras ações, objetiva a melhoria da infraestrutura viária da cidade, tendo em vista que a população de Manaus saiu de 1,4 milhão em 2000 para 2,0 milhões em 2016, representando um crescimento anual de 2,5% ao ano. Explicando, ainda, que a expansão urbana da cidade de Manaus não foi planejada pelo Poder Público, resultando na horizontalização espacial da expansão urbana.

A mensagem afirma também que esse fenômeno  impactou  fortemente  os  custos  unitários  dos  serviços públicos  e  a  ocupação  não  formal  das  áreas  urbanas  disponíveis,  permitindo  o adensamento  populacional  em  áreas  que  demandam  constantemente  grandes investimentos para a manutenção das vias urbanas com o mínimo de infraestrutura básica. 

 

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