MANAUS, AM – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou nesta segunda-feira (6) Ivan Rodrigues Chagas a 27 anos de prisão, por ter matado a ex-esposa, Jerusa Helena Torres Nakamine. Ivan foi condenado pelo crime no início da noite desta segunda-feira (6), e a sentença foi da juíza Ana Paula de Medeiros Braga Bússulo.
O crime aconteceu por volta das 5h30 da manhã do dia 12 de abril de 2018, na casa de Jerusa e Ivan, no conjunto Campos Elíseos, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Quando a Polícia chegou à residência do casal, Ivan disse que a esposa tinha se matado, mas depois, confessou o crime, e disse que matou a esposa a facadas.
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De acordo com o inquérito do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o motivo do crime seria, especialmente, ciúmes, além de acusações de traições. O casal estava em processo de separação, e Ivan teria matado Jerusa para tentar obter alguma vantagem econômica, evitando, assim, a partilha de bens.
Ivan foi denunciado como incurso nas penas no Art. 121, parágrafo 2.º, incisos I (motivo torpe), III (meio cruel), IV (mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e VI (contra a mulher por razões da condição de sexo feminino) do Código Penal.
Julgamento
O julgamento iniciou na última quinta-feira (2), e começou com o depoimento da perita Gisele Moreira, da Polícia Civil do Amazonas. Ela teria sido a pessoa que detectou que, de fato, o crime teria sido um homicídio, e não um suicídio, o que teria sido dito por Ivan Rodrigues quando a Polícia chegou à casa do casal.

Depois, o júri ouviu o delegado Carlos Augusto Monteiro, que conduziu as investigações do crime, e em seguida, da sobrinha de Jerusa, Camila Nakamine. Segundo ela, os familiares teriam orientado Jerusa a procurar a Polícia para denunciar as agressões que sofria por parte de Ivan. “O Ivan dizia a ela que se procurasse a polícia e denunciasse, poderia prejudicar a imagem da empresa”, afirmou Camila.
Em diversos momentos do julgamento, que se arrastou por cinco dias, Ivan chegou a passar mal e ser socorrido pela equipe médica do tribunal. No último domingo (5), durante a sessão de julgamento, a defesa informou que ele não responderia a nenhuma pergunta da acusação. Durante a sessão do último domingo, Ivan chegou a pedir perdão pelo crime, dizendo que “não estava em seu normal”.

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