(Foto: Reprodução)
Com uma média de 15 assassinatos por semana, em junho, no Amazonas, conforme informações noticiadas pela imprensa, paralelos a pagamentos vultosos da Secretaria de Estado de Segurança (SSP), o Ministério Público do Estado (MP-AM) se omite como fiscal das ações do Executivo.

MP: entre a omissão e falta de informação sobre a realidade da Segurança no Amazonas (Reprodução)
Não se vê, até o momento, uma ação efetiva do MP-AM para inspecionar e cobrar da gestão de Amazonino Mendes (PDT) soluções no setor de Segurança, mesmo o Estado registrando recordes históricos de criminalidade.
Um levantamento feito pelo Portal G1 Brasil apontou que o Amazonas é um dos estados que mais teve aumento de crimes neste ano e essa estatística vem sendo ampliada mensalmente. Em janeiro, foram 57 mortes para cada 100 mil habitantes; em fevereiro, 74 para cada 100 mil e, em março, esse número passou para 95 mortes, a cada 100 mil habitantes.
O avanço fez o Estado subir 12 posições na lista das cidades mais perigosas, com o número de homicídios para cada 100 mil habitantes, saindo de 38,2% para 48% nos primeiros cinco meses do governo de Amazonino.
A própria morte do motorista de ônibus, Francisco Araújo Silva, 51, em um assalto na zona Norte de Manaus, que comoveu a cidade ontem, quinta-feira, não foi surpresa para a gestão estadual. Dados da SSP dão conta que no primeiro trimestre deste ano foram registradas 775 ocorrências de assaltos em ônibus do transporte coletivo na capital, uma média de quase 260 ao mês, e 9 por dia.
Apesar dessas estatísticas de criminalidade, não se tem notícias de que o Ministério Público questionou os investimentos do governo sobre a Segurança Pública e o que os montantes geraram em diminuição dos crimes na capital e interior.
Nem a contratação milionária do escritório internacional Giuliani Security & Safety (GSS), do ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, por R$ 5,6 milhões, e a antecipação de 30% do valor do “serviço”, sem a divulgação de um resultado concreto fez o Ministério Público confrontar Amazonino.
Hoje, a oposição na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) cobrou uma investigação imediata da antecipação financeira feita a Giuliani. Resta saber se será de lá que virão as respostas para tantas omissões que resultam na morte de inocentes.
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