Manaus, 27 de julho de 2026
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Manaus, 27 de julho de 2026

Cenário

‘Não aceitaremos nada que não contemple a ZFM’, diz Wilson sobre decreto do IPI

Sob nova ameaça da ZFM, o governador afirmou que há compromisso da presidência de editar um novo decreto que deixe de fora os produtos fabricados em Manaus

Wilson Lima protocola ação no STF contra decreto de Bolsonaro que prejudica ZFM

Foto: Divulgação

Manaus, AM – Com uma nova ameaça do governo federal contra a Zona Franca de Manaus, o governador Wilson Lima (UB) tranquilizou os cidadãos, nesta quinta-feira (7), e destacou que a expectativa e compromisso é que o presidente Jair Bolsonaro (PL) edite um novo decreto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e deixe de fora os produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus.

A declaração do governador acontece logo após vir à tona que o governo pretende cortar os incentivos tributários de fabricantes de concentrados de refrigerantes instalados em Manaus. Essa nova medida contra a ZFM iria compensar parte da renúncia do programa de renegociações de dívidas dos microeemprendedores individuais e pequenas empresas do Simples Nacional.

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O governador afirmou que conversou na última semana com a secretária de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques Consentin, em relação ao decreto do IPI. Lima afirmou que o Ministério da Economia, de fato, adiou o decreto que reduz os impostos na ZFM, mas que há compromisso do governo federal em ajustar a decisão.

Foto: Agência Brasil

“O compromisso que há da presidência da República é editar um novo decreto deixando de fora os produtos que são fabricados na Zona Franca de Manaus. Aqueles produtos que têm Processo Produtivo Básico (PPBs) autorizados e aprovados”, afirmou.

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O governador ainda destacou que o Amazonas não aceita nada que seja aquém de uma edição no decreto que reduz o IPI. Vale ressaltar que o decreto do Ministério da Economia põe a Zona Franca em risco de perda da competitividade no mercado. Lima ressaltou que a expectativa é não aceitar “nada que não contemple essa situação”.

Wilson Lima também pontuou que o governo pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o decreto afete algum segmento da indústria, como o setor de concentrados, de duas rodas ou qualquer outro instalado no Polo Industrial de Manaus. “Nós vamos recorrer ao STF para que a competitividade da Zona Franca de Manaus seja mantida e que as empresas permaneçam no Amazonas e, sobretudo, os empregos sejam preservados”, declarou.