Capitão Alberto Neto (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Brasília (DF) – Após a aprovação da PEC Nº 45/2019, referente à Reforma Tributária, por 382 votos a 118, nesta quinta-feira (6) na Câmara dos Deputados, o único parlamentar do Amazonas contrário à mesma foi o bolsonarista Capitão Alberto Neto (PL), que seguiu a orientação do seu partido. Eram necessários 308 votos para ser aprovada.
O Partido Liberal, junto da Minoria e Oposição, foi a única bancada a orientar o voto ‘não’ para a reforma.
Na bancada federal amazonense, já era esperado que o deputado bolsonarista fosse contrário à proposta, já que ele tem sido um forte opositor da proposta. Na manhã desta quinta-feira, houve uma reunião com membros do PL de todo o Brasil, na qual estavam presentes Jair e Michelle Bolsonaro e, na ocasião, foi orientado que todos os deputados da legenda votassem contra.
Neto ressaltava a defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), já que, em sua visão, a reforma prejudicaria o setor econômico da capital amazonense e, segundo ele, “é preciso manter a competitividade dessa região que gera emprego e renda para o povo do Amazonas”.
O deputado manteve sua posição contrária mesmo após o relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), ter afirmado que iria incluir em seu relatório as mudanças relacionadas à ZFM, propostas pelo governador Wilson Lima.
Mesmo após críticas à reforma, o deputado federal Amom (Cidadania) votou favorável a PEC 45. Amom já havia frisado que especialistas reprovavam o texto por ameaçar a existência da Zona Franca de Manaus. Porém, o parlamentar seguiu a orientação do seu partido, que era o voto ‘sim’.
Poucas horas antes da votação, o relatório final pareceu agradar Amom, já que em suas redes sociais disse que “as exigências da bancada do Amazonas foram atendidas […] Vence a Zona Franca de Manaus por enquanto”.
Adail Filho (Republicanos), Saullo Vianna (UB) e Sidney Leite (PSD) são os integrantes do Grupo de Trabalho que analisou a proposta da reforma, e como já haviam anunciado, votaram a favor do texto.
Átila Lins (PSD), Fausto Jr (UB) e Silas Câmara (Republicanos) também seguiram a orientação de seus respectivos partidos e votaram ‘sim’ à proposta.





