Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Maria do Carmo critica pacto entre Marcelo e Alberto Neto e quer distância da esquerda

A pré-candidata a prefeita de Manaus diz que não pensa em retirar o nome da disputa, mas que se tiver que fazer alianças políticas, “só com direita”.

Maria do Carmo

(Foto: Assessoria/Novo)

Manaus (AM) – A empresária e pré-candidata à Prefeitura de Manaus, Maria do Carmo Seffair (Novo), criticou nesta quarta-feira (19) o fato de, segundo ela, Marcelo Ramos (PT) e Capitão Alberto Neto (PL) estarem no mesmo palanque político em Parintins.

“Quando eu vejo candidato de direita alinhado com candidato de esquerda, nada contra um ou outro, mas eles não estão falando a mesma linguagem. A gente viu que, em Parintins, Marcelo Ramos e Alberto Neto dividem o mesmo palanque com o prefeito [Bi Garcia]. Quer dizer que lá em Parintins eu sou de esquerda, direita ou de centro. Essas coisas têm que ser muito claras porque senão a gente não vai avançar. A coerência é um bem caro”, criticou.

A reitora do Centro Universitário Fametro declarou que quer usar sua experiência profissional para mostrar como os problemas da cidade podem ser resolvidos. Segundo ela, Manaus precisa de um “choque de gestão”.

Assumidamente alinhada à direita, Maria do Carmo acredita que futuramente o partido Novo será o nome da oposição.

“O Novo é um partido ideologicamente de direita, tem princípios, todos alinhados à direita. Eu penso que será o grande partido de oposição e o grande partido de direita, sem fisiologismo, por exemplo, o Novo pode coligar desde que haja identidade de valores. É impossível o Novo coligar, por exemplo, com PSol e PT, ou com PV, isso é regra, não tem como você se alinhar com partido que ideologicamente é de esquerda”, destacou.

A respeito da sua relação com outros parlamentares e legendas que compõem o cenário político local, Seffair descarta qualquer aproximação com a esquerda, mas se diz aberta a nomes de centro e direita.

Ela foi perguntada se comporia uma chapa com nomes como o de Amom Mandel (Cidadania) ou Wilker Barreto (Mobiliza). Segundo a pré-candidata, o seu partido permite coligar e ela não terá problemas para se relacionar com outros nomes da direita. No entanto, Maria do Carmo diz que vai pensar em possíveis alinhamentos apenas depois do segundo turno.

“A gente vai pensar isso mais para frente. Eu penso que hoje, de direita, basicamente todos os pré-candidatos [são de direita]. Têm alguns que são mais à esquerda e a gente sabe quem são e não adianta jogar para a plateia, eu acho que você tem que ser franco. As pessoas têm que conhecer o que você é de fato, as suas opiniões e te respeitar”, frisou.

Maria do Carmo Seffair, que também é advogada e professora, afasta qualquer possibilidade de retirar seu nome da disputa eleitoral. Ela acredita que chegará ao segundo turno das eleições municipais.

A pré-candidata do Novo também comentou sobre os rumos políticos do Brasil. E, segundo a sua visão, a tendência é que o número de partidos diminuam e que as pretensões políticas sejam cada vez mais claras e definidas.

“A gente tem que ter realmente uma ideologia, acho que nós vamos caminhar para isso. O Brasil daqui a 20 anos terá um número bem menor de partidos e eles serão claramente identificados, como hoje é nos Estados Unidos, Democratas e Republicanos. Agora esse negócio de eu querer jogar para o público, para a plateia. As pessoas precisam parar de enganar”, observou a empresária.

 

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