Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Colaboração com universidades é a aposta de Tadeu para enfrentar a estiagem

Nas suas redes sociais, o vice-governador destaca a parceria com as instituições de ensino que visa mitigar os efeitos da estiagem amazônica.

No Amazonas, a ciência é a base das decisões climáticas, diz Tadeu Souza (Foto: Reprodução/Redes Sociais @tadeusouzaam)

Manaus (AM) – Em postagem publicada nas suas redes sociais, nessa quarta-feira (17), o vice-governador do Amazonas, Tadeu Souza (Avante), destacou a importância do alinhamento governamental com as pesquisas científicas e a produção de conhecimento desenvolvida nas instituições de ensino.

“No Amazonas, a ciência é a base das decisões climáticas”, defende o vice-governador.

Ciência & Governo

Tadeu destaca, nas suas redes sociais, que essa aproximação com instituições de ensino passou a ser explorada com maior vigor a partir da criação do Comitê Técnico-Científico da gestão de Wilson Lima no mês passado, cujo objetivo é mitigar os efeitos da estiagem.

O comitê assessorará o Comitê de Enfrentamento à estiagem sobre o tema ‘Mudanças Climáticas Extremas’. Apesar de ser um evento climático anual, os impactos causados em 2023 acenderam um alerta às autoridades para que o tema fosse abordado com maior seriedade nos anos subsequentes.

Em uma das suas postagens, o presidente municipal do Avante expôs alguns dos planos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI) que estão sendo adotados pelo Estado. Um desses planos é o projeto Ecolágua, que utiliza energia solar para operar um purificador de água.

O projeto foi apresentado durante a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em 2023. O acesso à água potável é uma questão central na Amazônia, especialmente durante a estiagem, quando regiões distantes da área metropolitana de Manaus têm seu acesso à água de qualidade limitado. O projeto Ecolágua facilita esse acesso utilizando energia limpa, tornando-se essencial para enfrentar a estiagem.

Segurança alimentar

A segurança alimentar é outra temática a ser levantada, pois nas regiões mais distantes da capital, populações vulneráveis sofrem com os efeitos da seca, principalmente, porque os alimentos e insumos tendem a aumentar os preços por causa da alta demanda e baixo estoque.

Nesse sentido, um projeto desenvolvido pela pesquisadora Dra. Maria Angélica de Almeida Corrêa, do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), pode contribuir, já que envolve o fornecimento de proteína animal, que está sendo discutido em conjunto com a Fapeam, Sepror e Idam. Os diálogos entre o CBA e o Governo do Amazonas iniciaram em junho deste ano.

Ainda pensando sobre a situação alimentar das populações vulneráveis, os pesquisadores da Embrapa apresentaram ao governo soluções tecnológicas de baixo custo e técnicas que podem auxiliar na produção de alimentos biofortificados, adaptados às condições climáticas. Um exemplo é o feijão-caupi, um cultivo de grãos com teores elevados de ferro e zinco.

“Garantir a comida na mesa das famílias amazonenses durante a estiagem é uma das maiores preocupações do Governo do Amazonas”, aponta Tadeu Souza sobre as propostas.

Os cientistas também expuseram à comitiva governamental novas soluções agrícolas para as cadeias produtivas do açaí, batata-doce, milho e mandioca, além de projetos que envolvem a produção de carne e de peixe de forma sustentável, ocupando menos áreas e sem promover o desmatamento.

 

Universidades

As universidades públicas no Amazonas também fazem parte dessa cooperação científica para alavancar ações de redução do impacto da estiagem. “Adaptação climática para os povos tradicionais” e “Água potável em locais remotos” são dois projetos apresentados pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) como parte das ações de enfrentamento à estiagem.

 

Aliança entre governo estadual e as universidades não é novidade. No início de julho, Tadeu Souza se reuniu com os professores do Hub Tecnologia & Inovação da Escola Superior de Tecnologia da Universidade Estadual do Amazonas (UEST-UEA) para estabelecer diálogos de enfrentamento aos impactos da estiagem por meio dos projetos desenvolvidos pela instituição de ensino.

Na ocasião, foram apresentados dois projetos científicos: ‘Curupira’ e ‘Yara’. Também em junho deste ano, o governo estadual, na pessoa do vice-governador, estabeleceu diálogos com a EST/UEA para incorporar o aplicativo ‘Selva’, cujo objetivo é monitorar a qualidade do ar e os focos de queimadas em Manaus. Após aprimoramento, o aplicativo realizará o controle de focos de incêndio no Estado do Amazonas.

 

 

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