Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

TJAM lamenta o falecimento de Arlindo Porto, ícone da advocacia, política e jornalismo no Amazonas

Arlindo Porto foi uma figura marcante no cenário político e jornalístico do Amazonas, acumulando uma trajetória de grandes contribuições ao estado.

(Foto: Reporudção/ TV AM/ Divulgação/ TCE-AM)

Manaus (AM) – Faleceu na tarde desta quinta-feira (28), no Rio de Janeiro (RJ), o advogado, político e jornalista Arlindo Augusto dos Santos Porto, aos 95 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada. Por enquanto, ainda não se têm os detalhes do velório. O Pioneiro no jornalismo amazonense também foi homenageado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM).

Arlindo Porto foi uma figura marcante no cenário político e jornalístico do Amazonas, acumulando uma trajetória de grandes contribuições ao estado. Natural de Manaus, ele exerceu três mandatos como deputado estadual, tendo o último deles sido interrompido pelo regime militar após o Golpe de 1964, quando sua eleição, marcada pela terceira maior votação no Amazonas, foi cassada.

Em 2013, quase 50 anos após sua cassação, Arlindo teve seu mandato restituído de maneira simbólica durante uma cerimônia na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), reconhecendo sua luta e dedicação à política amazonense.

Além da carreira política, Arlindo foi o primeiro presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (Sindjor/AM), liderando a entidade entre 1959 e 1963. Em homenagem à sua memória, o atual presidente do Sindjor/AM, Wilson Reis, anunciou que será publicada uma Nota de Pesar nesta quinta-feira (29), destacando o legado de Arlindo na organização e defesa da categoria jornalística no estado.

Arlindo também ocupou cargos de relevância no Amazonas, como presidente da Aleam, governador em exercício, deputado federal, secretário de Estado de Administração e subsecretário de Estado de Comunicação Social. Foi ainda membro titular e presidente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e ocupou a cadeira de número 35 da Academia Amazonense de Letras, da qual era membro desde 1993.

Entre suas obras literárias destacam-se “Bernardo Cabral, um paladino da Democracia” (1988) e “Nunes Pereira – O Cavaleiro de Todas as Madrugadas do Universo” (1993), que refletem sua dedicação à história e cultura do Amazonas.

Arlindo Porto deixa um legado inestimável para o Amazonas, marcado por sua trajetória de luta, resistência e contribuição ao desenvolvimento do estado. Sua memória será eternizada pelas inúmeras realizações ao longo de sua vida.

Veja a íntegra da nota

O Tribunal de Justiça do Amazonas registra, com profundo pesar, o falecimento ocorrido na tarde da última terça-feira (28/08), de Arlindo Porto.

Advogado, jornalista, deputado estadual por três mandatos consecutivos, Arlindo Augusto do Santos Porto faleceu, de acordo com informações de familiares, por causas naturais e será velado e sepultado na cidade do Rio de Janeiro.

Arlindo Porto era pai do servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, Luiz Porto – atualmente lotado no gabinete da Vice-presidência da Corte Estadual – e avô da servidora Hanna Porto, servidora lotada no gabinete do desembargador Ernesto Anselmo Queiroz Chíxaro.

Em sua trajetória, dentre outras funções, Arlindo Porto exerceu a advocacia, como deputado estadual presidiu a Assembleia Legislativa do Estado, como jornalista presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas, presidiu o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, foi secretário de Estado de Administração e subsecretário de Estado de Comunicação Social.

O Tribunal de Justiça do Amazonas apresenta as mais sinceras condolências aos familiares e amigos do Sr. Arlindo Augusto do Santos Porto, na certeza de que a fé os confortará neste momento de perda.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL / TJAM

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