(Foto: Reprodução/ Assessoria)
Minas Gerais – O ex-ministro da Educação e ex-secretário de Educação do Amazonas e do Pará, Rossieli Soares, divulgou nesta segunda-feira (28) em suas redes sociais uma foto dentro de um avião com a legenda “Partiu… Minas Gerais”, confirmando sua ida ao estado onde assumirá oficialmente o comando da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). A nomeação já era especulada nos bastidores desde o início de julho.
A chegada de Rossieli ao governo mineiro marca mais um capítulo da sua longa trajetória à frente de políticas educacionais em diversos estados e também no Governo Federal.
No entanto, o currículo do novo secretário é acompanhado por uma série de polêmicas que ainda repercutem nos estados pelos quais passou.
Passagens controversas pelo Norte
Durante sua atuação como secretário de Educação no Amazonas, Rossieli foi alvo de críticas severas pela condução de contratos milionários durante a pandemia, incluindo a contratação emergencial de uma empresa para aulas remotas por rádio e televisão, com valores considerados exorbitantes.
O caso chegou a ser analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), que apontou falhas na execução e transparência do projeto.
No Pará, sua gestão também foi marcada por denúncias de favorecimento em licitações, além de críticas de servidores e sindicatos da educação quanto à precarização das condições de trabalho e à falta de diálogo com a base.
Ligação com o Governo Federal
Rossieli também foi ministro da Educação no governo Michel Temer, período em que enfrentou forte resistência de setores educacionais por conta da tentativa de implementar a reforma do Ensino Médio sem amplo debate com a sociedade.
A proposta, que mudou profundamente a estrutura curricular das escolas, é considerada até hoje controversa por especialistas e professores.
Em Minas Gerais
Agora, à frente da pasta mineira, Rossieli terá como missão enfrentar problemas históricos da educação em Minas Gerais, como a baixa remuneração dos professores, a defasagem no aprendizado agravada pela pandemia e a resistência de parte da categoria a políticas de gestão que envolvam metas e bonificações.
Apesar das polêmicas, Rossieli mantém apoio político de setores influentes da educação nacional e é visto como um gestor com trânsito técnico e político.
A nomeação em Minas Gerais demonstra o prestígio que ainda possui, apesar das acusações que pesam sobre suas gestões anteriores.
A expectativa é de que Rossieli tome posse ainda nesta semana e comece a anunciar sua equipe e prioridades para os próximos meses.
A comunidade educacional mineira, no entanto, observa com cautela, esperando que a experiência acumulada venha acompanhada de mais transparência, participação social e compromisso com a valorização dos profissionais da educação.
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