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Amazonas assina termo de cooperação em campanha global de combate à hanseníase

Iniciativa preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) iniciou trabalhos da campanha pelo Amazonas
Dar redação – AM1*
• Publicado em 29 de setembro de 2021 – 11:08
Foto: Arthur Castro/Secom

Manaus, AM – O Governo do Estado do Amazonas assinou um termo de cooperação firmando compromisso com outras entidades para atuarem no combate à hanseníase. A iniciativa integra a campanha global promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), intitulada “Don’t Forget Hansen’s Disease” (“Não Esqueça da Hanseníase”), voltada a promover mundialmente a conscientização sobre a doença, bem como combater a discriminação das pessoas acometidas.

A assinatura do termo estabelece um compromisso público dos entes a atuarem na ação global, preconizada pelo embaixador da Boa Vontade para Eliminação da Hanseníase da OMS, Yohei Sasakawa. A solenidade ocorreu nessa terça-feira (28), no auditório Damião Litaiff, na sede da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus. A unidade coordena ações de combate à hanseníase no Amazonas.

De acordo com o diretor-presidente da Fuam, Ronaldo Amazonas, a assinatura do termo de cooperação reafirma o compromisso do Governo do Estado em desenvolver ações que contribuam para a eliminação da doença no estado.

Leia mais: Amazonas já emplacou mais de 38,3 mil novos veículos em 2021, diz Detran-AM

“Nós estamos assumindo um compromisso de não deixar que a hanseníase caia no esquecimento, o que é o mote da campanha ‘Não Esqueça da Hanseníase’, que é uma campanha internacional e chega agora à América Latina, chega no Brasil e chega agora no Amazonas. Nós vamos juntar agora com o projeto Apeli (Ação para Eliminação da Hanseníase), fazendo com que o enfrentamento à hanseníase encontre todos os parâmetros necessários para o seu combate”.

Ainda segundo o diretor, a assinatura do termo de cooperação fortalecerá programas afetados pela pandemia, tais como o Apeli. Ele explica que, no ano passado, 267 novos casos de hanseníase foram detectados no Amazonas. No entanto, o número pode ser maior por conta das dificuldades de acesso aos serviços de saúde impostas pela Covid-19. Apesar dos obstáculos, ele acredita que é possível reverter o cenário.

“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (SES-AM), liberou os recursos necessários para as equipes. Há um investimento total da ordem de R$ 4 milhões para três anos. Uma parte deles foi conseguida com emendas parlamentares, outra parte com o Governo do Estado, e é uma ajuda substancial para que a gente junte com o programa ‘Não Esqueça da Hanseníase’, de modo a permitir que nós combatamos fortemente o mal no nosso estado”.

Evento  

Além do diretor-presidente da Fuam, Ronaldo Amazonas, estiveram presentes no evento os coordenadores nacional e estadual do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Artur Custódio e Pedro Borges, respectivamente. Também participaram da cerimônia o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, e a Miss Brasil Mundo 2021, Carolina Teixeira, embaixadora da causa no Brasil.

O presidente do CNS, Fernando Pigatto, destaca a parceria com o Governo do Amazonas e entidades como o Morhan para garantir o funcionamento das atividades de combate à hanseníase.

“É muito importante, como o nome já diz: não esquecer, porque a gente sabe que, num contexto de pandemia, a prioridade não tinha como ser diferente. Mas, em paralelo à Covid-19, outras doenças não deixaram de acontecer, então a gente precisa resgatar essa necessidade de que todas as pessoas tenham um atendimento, sejam procuradas, fortalecer a nossa Atenção Básica e esse tipo de parceria para que aquelas doenças que continuaram acontecendo tenham uma atenção”.

O coordenador do Morhan-AM, Pedro Borges, explicou que o acordo incentiva o trabalho do movimento, que hoje vai desde a busca ativa de novos casos em unidades básicas até a luta contra o preconceito. Ele afirma que a parceria é essencial para a causa.

“Nós vemos que o mundo está abraçado a essa causa. O mundo, digo, através dos órgãos que trabalham essa política a nível estadual, nacional e mundial também. Então isso nos dá orgulho, nos dá esperança, uma motivação a mais para que nós possamos continuar com esse trabalho que é ver essas pessoas serem realmente respeitadas nos seus diretos”.

(*) Com informações da assessoria

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