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Direita do AM se mostra dividida para manifestações de 7 de setembro

Três atos convocados para lugares diferentes, mas com a mesma bandeira e pauta, mostram que a direita no Amazonas está longe de se unir
Lucas Rodrigues – Portal AM1
• Publicado em 05 de setembro de 2021 – 19:00
Direita
Foto: Reprodução/ Facebook

MANAUS, AM – Não é segredo para ninguém que a próxima terça-feira, 7 de setembro, deverá ser palco das maiores manifestações de direita da história do país. Os atos contra a postura de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), devem ocorrer nas capitais e principais cidades de todo o Brasil.

Em Manaus, as manifestações do 7 de setembro também devem suceder. No entanto, enquanto em todo o país há um lugar só marcado para os atos, na capital amazonense, três lugares foram marcados para sediar as manifestações a favor do presidente: a Praça do Congresso, no Centro; a Ponta Negra, na Zona Oeste; e a arena do Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), na Zona Sul.

Leia mais: Direita no Amazonas caminha para novo racha em 2022

Os atos

O ato do Centro é capitaneado por movimentos conservadores ligados ao coronel da reserva, Alfredo Menezes (Patriota). Menezes e Bolsonaro foram contemporâneos na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e o coronel da reserva foi apoiado pelo presidente nas eleições municipais de 2020, mas não levou a prefeitura.

O segundo ato, o da Ponta Negra, é liderado por movimentos conservadores e pelo empresário Romero Reis. Dono da RD Engenharia, o empresário também foi candidato a prefeito em 2020 pelo Novo. Reis, inclusive, causou polêmica entre os candidatos ao declarar um patrimônio total de R$ 25.588.007,00, considerado o maior dos “prefeituráveis”.

Finalmente, o ato do CCPA foi convocado pelo deputado federal Silas Câmara (Republicanos). De acordo com um vídeo divulgado na última semana, o ato é destinado a cristãos e evangélicos que “amam o Brasil” e que defendem valores cristãos para o país.

Divisão?

Marcar três lugares para manifestações em defesa do presidente Jair Bolsonaro é algo completamente incomum no histórico de atos da direita. Desde 2013, quando as grandes manifestações começaram a tomar o Brasil, sempre houve concentrações únicas, como a avenida Eduardo Ribeiro, a Praça do Congresso, e, mais recentemente, o Complexo da Ponta Negra. Até mesmo as chamadas “motociatas” tiveram concentração única, terminando sempre na Ponta Negra.

No entanto, o fato de a manifestação do dia 7 de setembro ocorrer em três lugares diferentes mostra que sim, a direita está bastante dividida. Mas não é o que diz, por exemplo, Alfredo Menezes. Em vídeo divulgado na última quarta-feira (29), o coronel da reserva disse que não é a direita que está dividida, mas que estão tentando dividir o espectro no Amazonas.

Sem Bolsonaro, motociata tem baixa adesão de público em Manaus
Motociatas pró-Bolsonaro tinham concentração e destino único. Foto: Hercules Andrade/ Divulgação

“A direita no Amazonas está unida. Quem está tentando desunir a direita é o pessoal da ‘Maus Caminhos, o Ganso’, o ‘Cara de Catita’ e os seus abutres da comunicação, que estão todos juntos com o ex-presidiário”, afirmou.

Leia mais: Sem Menezes, Péricles, Chico e Romero se reúnem e mostram racha na direita do AM

Já Romero Reis diz que a marcação de três atos em locais diferentes é uma das expressões da liberdade. Segundo ele, quem está liderando cada movimento entendeu que deveria fazê-lo.

“Os cidadãos de bem, as famílias, aqueles que são brasileiros, podem ir para um dos três atos. O propósito é único: celebrar o Brasil, a independência, o hino e a pátria. O evento não é para falar de Bolsonaro, e sim de Brasil, e por acaso, Bolsonaro defende o que todos nós defendemos”, salientou.

Sobre uma possível divisão entre o espectro, Romero ainda afirmou que “cada um interpreta como quiser”. “Cada um responde pelas suas atitudes e o tempo vai dizer quem é quem”, completou.

A reportagem tentou contato com o deputado federal Silas Câmara pelo telefone (92) 9 9130-xxxx ao longo de três dias. No entanto, nenhuma das ligações foi atendida.

Postulantes a “preferidos”

De acordo com o analista político Helso Ribeiro, não existe apenas “uma direita”, mas sim “direitas”. Em relação aos grupos que querem estar colados em Bolsonaro, Ribeiro diz que há muita vaidade.

“O grupo vinculado ao Silas Câmara quer pegar o nicho dos evangélicos, e os nichos de Romero Reis e Coronel Menezes querem um vínculo mais próximo, uma etiqueta ‘Bolsonaro’, uma vez que o presidente teve uma avalanche de votos em Manaus e em mais dois municípios. Essas pessoas querem se tornar os representantes, de fato, do presidente Bolsonaro, e por conta de vaidades, não estarão juntos”, apontou.

Helso ainda diz que duvida que a esquerda tenha uma larga representação no Amazonas em 2022 e diz que é possível que a direita se eleja. “Agora, eu não acredito que a direita com a etiqueta de Bolsonaro vingue em 2022, como vingou em 2018. Mas isso, precisamos aguardar o ano eleitoral pra [sic] ver”, completou.

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