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Lula quer desviar de discussões sobre corrupção na campanha eleitoral

O objetivo é tentar discutir sobre o governo Bolsonaro na administração da economia, pandemia e ataques às instituições
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 12 de julho de 2021 – 10:43
Lula
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

SÃO PAULO, SP – O PT prefere deixar em segundo plano a discussão sobre corrupção na eleição presidencial de 2022, em que provavelmente terá Luiz Inácio Lula da Silva como candidato.

O partido se sente mais confiante em tratar do tema após a série de vitórias sobre a Lava Jato, mas sabe que ele é sensível e deve ser muito explorado por adversários.

Na campanha, a tendência é confinar a corrupção ao papel de coadjuvante no arsenal de Lula contra o presidente Jair Bolsonaro, bem atrás das discussões sobre pandemia, economia e ataques às instituições.

Leia mais: ‘Ou fazemos eleições limpas ou não temos eleições’, diz Bolsonaro ao cobrar voto impresso

Atingido nos últimos anos por escândalos como mensalão e petrolão, o PT deve ter atitude mais reativa, respondendo se provocado. “Esse tema certamente será usado pelos nossos adversários. Queremos fazer um debate sobre a verdade. Já vencemos na Justiça e estamos vencendo na política”, diz a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

Além da anulação da condenação de Lula no caso do tríplex de Guarujá e da parcialidade do ex-juiz Sergio Moro, o partido conta a seu favor a absolvição no chamado “quadrilhão do PT”.

“Nossa proposição maior é discutir a vida do povo, como tirar o país dessa crise, melhorar a renda, retomar a soberania nacional. Não nos furtaremos a fazer o debate da corrupção, mas queremos mostrar como esse tema foi utilizado numa estratégia de perseguição política”, afirma Gleisi.

Segundo dirigentes do partido, acusações contra Bolsonaro, como as “rachadinhas” e as suspeitas sobre compra de vacinas, devem ser abordadas de forma cautelosa na campanha.

Petistas dizem também que é urgente uma autocrítica sobre corrupção –não a cobrada por adversários, reconhecendo envolvimento com desvios, mas um mea culpa do partido por ter explorado muito agressivamente o tema no passado. “Essa é uma autocrítica que o PT poderia fazer, de ter utilizado a corrupção como arma para desqualificar o oponente.

Leia mais: ‘Já sabemos quem vai ser o presidente. Vamos deixar?’, questiona Bolsonaro

Temos de desqualificar no confronto de ideias, não em práticas udenistas, lacerdistas, porque isso leva a golpe de Estado”, diz o ex-deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), um dos formuladores do partido sobre o tema, fazendo referência aos ataques de Carlos Lacerda (UDN) contra Getúlio Vargas, nos anos 1950.

Há diversos exemplos desse moralismo exacerbado na história do PT. Em 2001, o então publicitário do partido, Duda Mendonça, produziu um famoso comercial denunciando a corrupção no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em que ratos roíam a bandeira do Brasil.

Outra peça da mesma época tinha líderes do partido repetindo em sequência a frase “lutar contra a corrupção e melhorar a vida do povo”.

Apesar das vitórias na Justiça, o PT ainda tem flancos abertos que deverão ser explorados por adversários. Não desapareceram, por exemplo, a delação do ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda), a relação promíscua com empreiteiras e o dinheiro desviado da Petrobras para o exterior.

(*) Com informações da Folhapress

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