As imagens circularam nas redes sociais e levantaram questionamentos sobre os critérios de segurança, articulação local e o nível de conhecimento prévio da equipe sobre quem participa dos eventos promovidos no interior do estado.
No comunicado, a defesa sustenta que a agenda ocorreu de forma pública, transparente e dentro da normalidade política, alegando que, por se tratar de evento aberto, não seria possível controlar previamente quem se aproxima para fotos ou conversas com a pré-candidata.
A justificativa, no entanto, não encerra o debate. Em municípios menores, onde lideranças locais e figuras conhecidas costumam ter forte influência política e social, adversários avaliam que o mínimo esperado de uma pré-campanha ao governo seria maior cautela na organização das agendas e na aproximação com personagens de histórico controverso.
“A agenda realizada no município de Itamarati ocorreu de forma pública, transparente e dentro da normalidade da atividade política”, afirmou a assessoria em nota.
O texto também adota tom político ao afirmar que há tentativa de “criar narrativas” sobre fotos em eventos públicos, enquanto casos mais graves do Amazonas estariam sendo ignorados. Para analistas, a estratégia busca deslocar o foco da crise e transformar o episódio em embate eleitoral.
Apesar de alegar desconhecimento sobre os investigados, o fato de os nomes serem amplamente comentados na região intensificou as cobranças sobre a capacidade de monitoramento da equipe e sobre o risco de aproximações que podem gerar desgaste à imagem da pré-candidata.
O PL Amazonas informou ainda que pretende acionar judicialmente responsáveis por publicações consideradas falsas ou distorcidas. Nos bastidores, porém, aliados reconhecem que o episódio impôs desgaste desnecessário em um momento em que Maria do Carmo tenta consolidar crescimento político e ampliar presença no interior.
A crise evidencia um desafio comum às campanhas no Amazonas: percorrer municípios estratégicos sem se associar a grupos ou figuras que possam comprometer o discurso de renovação e legalidade.
Confira a NOTA:
“A assessoria da Professora Maria do Carmo (PL) esclarece que a agenda realizada no município de Itamarati ocorreu de forma pública, transparente e dentro da normalidade da atividade política, com diálogo direto com a população local.
Como é próprio de agendas abertas, com ampla participação popular, trata-se de encontros sem controle prévio de acesso individual, reunindo moradores, apoiadores e demais cidadãos da região, sem qualquer tipo de vínculo formal com a organização da comitiva.
Causa estranheza que se tente criar narrativas sobre fotos tiradas em encontros públicos, enquanto episódios muito mais graves do Amazonas ocorridos a portas fechadas — como escândalos amplamente conhecidos envolvendo crimes gravíssimos, desvios na saúde e enriquecimento ilícito de familiares de agentes políticos — sejam ignorados ou relativizados.
A atuação da comitiva do PL, que arrastou multidões nos últimos dias pelo interior do Estado, segue pautada pela legalidade, pela responsabilidade e pelo respeito à população, que tem clamado por mudança em todos os municípios visitados.
Informações falsas, distorcidas ou divulgadas de forma leviana para tentar atacar e manchar a imagem da pré-candidata que mais tem crescido nas pesquisas de intenções de voto serão apuradas e levadas à Justiça, para responsabilização de quem insiste em espalhar desinformação e interferir na vontade livre do povo amazonense.
O compromisso é com o Amazonas e com a verdade — sempre pelos bons caminhos.”