Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Vereador propõe criar memorial permanente em homenagem às vítimas da Covid-19 em Manaus

Proposta institui o Memorial da Vida e da Memória para preservar a história da pandemia e reconhecer vítimas e profissionais que atuaram durante a crise sanitária.

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(Fotos: Divulgação/Força Aérea Brasileira (FAB))

Manaus (AM) – A Câmara Municipal de Manaus recebeu o Projeto de Lei nº 588/2026, de autoria do vereador Diego Afonso, que institui o Memorial Permanente em Homenagem às Vítimas da Pandemia da Covid-19 no município, denominado Memorial da Vida e da Memória.

A proposta prevê a criação de um espaço destinado a preservar a memória das vítimas fatais da pandemia, reconhecer a atuação dos profissionais envolvidos no enfrentamento da crise sanitária e promover reflexão histórica e cidadã para as futuras gerações.

De acordo com o projeto, o memorial terá como objetivos prestar homenagem pública e permanente às vítimas da Covid-19 em Manaus, registrar historicamente os impactos sociais, humanos e institucionais enfrentados pela cidade durante a pandemia, reconhecer oficialmente a atuação de profissionais da saúde, voluntários, servidores públicos e trabalhadores essenciais, além de promover ações educativas sobre saúde pública, prevenção sanitária e gestão de crises epidemiológicas. O texto também prevê a consolidação de um espaço público de reflexão sobre solidariedade, responsabilidade pública e preservação da vida.

A proposta estabelece que o Poder Executivo poderá definir o local para implantação do memorial, priorizando parques públicos municipais, áreas de grande circulação, espaços próximos a unidades hospitalares que tiveram atuação destacada durante a pandemia e locais de relevância histórica para o enfrentamento da crise sanitária no município.

O projeto também prevê que o memorial poderá reunir diferentes elementos, entre eles monumento artístico permanente, placa oficial em homenagem às vítimas, espaço de memória digital interativa com registros históricos, depoimentos e dados institucionais, jardim simbólico da memória e instalação de iluminação cênica permanente em homenagem às vidas perdidas.

A proposta autoriza o Poder Executivo a celebrar parcerias com universidades públicas e privadas, instituições culturais, entidades da área da saúde, organizações da sociedade civil, artistas locais e instituições de preservação histórica para viabilizar ações relacionadas ao memorial. As despesas decorrentes da execução da futura lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

Na justificativa, o autor afirma que Manaus foi um dos epicentros mais dramáticos da pandemia no Brasil e destaca que o município ainda não possui um memorial público permanente instituído por legislação específica para preservar a memória das vítimas e registrar oficialmente esse período histórico. Segundo o texto, a proposta busca preencher essa lacuna institucional, promovendo reconhecimento coletivo, preservação da memória social e justiça histórica.

A justificativa também cita iniciativas semelhantes em Florianópolis, São Paulo, Recife e Curitiba, além de exemplos internacionais em Nova York, Londres e Madri. Conforme o documento, o projeto pretende criar um instrumento educativo para as futuras gerações e reforçar o compromisso institucional com a memória coletiva da população de Manaus.

 

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