(Foto: Éder França e Cleuton Silva/CMM)
Manaus (AM) – Vereadores cobram utilização de painel eletrônico, que custou R$ 630 mil aos cofres públicos, para votação da reforma da Previdência nesta quarta-feira (5) na Câmara Municipal de Manaus.
Em uma discussão acalorada na Casa Legislativa, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus debateram sobre o uso do painel eletrônico durante a votação da reforma da Previdência. A sessão ocorreu de forma simbólica, por meio de levantamento de mãos, enquanto o presidente da Casa realizou apenas a leitura dos parlamentares que se posicionaram contrários ao projeto de lei.
O presidente da Câmara afirmou em diversas ocasiões que o painel eletrônico é acionado apenas quando há dúvidas quanto ao resultado da votação. Apesar disso, a votação ocorreu manualmente. Diante do cenário, o vereador Zé Ricardo apresentou questão de ordem e declarou ter dúvidas sobre a regularidade do procedimento adotado.
Em tom de protesto, o vereador Rodrigo Guedes levou o regimento interno ao plenário e sugeriu que o documento fosse “rasgado”, alegando que a norma não estava sendo respeitada pela Mesa Diretora.
“O processo de votação será realizado por registro eletrônico individual de voto”, disse Rodrigo Guedes, enquanto lia o regimento interno da Casa. Ele acrescentou ainda que, conforme o texto, “o painel só deixará de ser utilizado quando a votação eletrônica estiver impossibilitada, devendo então ocorrer de forma simbólica”.
Até mesmo um vereador em primeiro mandato e recém-chegado na CMM, Amauri Gomes (União Brasil), se manifestou de forma contundente a favor do uso do painel eletrônico e contra o projeto de lei que trata da reforma previdenciária municipal.
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