Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Brasil

Moraes determina que Telegram remova mensagem contra PL das Fake News

Conteúdo do Telegram criticava proposta em tramitação no Congresso Nacional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (10) que o Telegram apague a mensagem enviada aos usuários ontem (9) com críticas ao projeto de lei das fake news

Aplicativo Telegram (Foto: Flickr)

Brasília (DF) – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, nesta quarta-feira (10), que o Telegram apague a mensagem enviada aos usuários, nessa terça-feira (9), com críticas ao Projeto de Lei das Fake News, em tramitação no Congresso Nacional.

Em caso de descumprimento, a medida determina a suspensão do aplicativo Telegram em todo o território nacional por 72 horas. Moraes também determinou que o Telegram envie uma mensagem a todos os usuários, com o seguinte texto:

“Por determinação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a empresa Telegram comunica: A mensagem anterior do Telegram caracterizou FLAGRANTE e ILÍCITA DESINFORMAÇÃO atentatória ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário, ao Estado de Direito e à Democracia Brasileira, pois, fraudulentamente, distorceu a discussão e os debates sobre a regulação dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada (PL 2630), na tentativa de induzir e instigar os usuários a coagir os parlamentares”.

 Entre as determinações de Moraes, estão a remoção/exclusão da mensagem enviada pelo Telegram aos usuários na terça, em até uma hora a partir da notificação da empresa; envio de nova mensagem aos mesmos destinatários; em caso de descumprimento dessas medidas ou do prazo, suspensão do Telegram por 72 horas em todo o país.

“A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre os abusos do Telegram é um passo importante para fixação de balizas regulatórias a tais empresas. O faroeste digital é incompatível com a Constituição. A Polícia Federal dará cumprimento imediato ao comando a ela destinada”, escreveu o ministro da Justiça, Flávio Dino, em uma rede social.

(*) Com informações do g1

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