Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Salazar foi o único da ‘Tropa do PL’ que não se manifestou sobre prisão de Bolsonaro

Enquanto aliados gravaram vídeos para defender o ex-presidente após a prisão, o vereador repete o silêncio e alimenta dúvidas sobre sua estratégia política.

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(Foto: Reprodução Rede social do vereador Sargento Salazar)

Manaus (AM) – A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na manhã deste sábado (22), em Brasília, voltou a movimentar o cenário político nacional e, no Amazonas, reabriu um debate já conhecido sobre a postura do vereador Sargento Salazar (PL), tradicionalmente identificado como um dos apoiadores do ex-presidente.

Desta vez, novamente, Salazar escolheu o silêncio enquanto aliados se apressaram em reagir nas redes sociais, como foi o caso de Débora Menezes, do ex-superintendente da Suframa, Coronel Menezes, dos vereadores Coronel Rosses, Capitão Carpê, Raiff Matos e da pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo.

A ausência do vereador no debate não passou despercebida, especialmente porque episódios semelhantes já haviam ocorrido neste ano. Em junho, durante a operação da PF que resultou na ordem de uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro, Salazar foi novamente o único entre os nomes ligados à “tropa do PL no Amazonas” a não se posicionar.

Na ocasião, enquanto deputados e vereadores do mesmo campo político repercutiam o caso com críticas ao Supremo Tribunal Federal e mensagens de solidariedade ao ex-presidente, o vereador optou por não se pronunciar, atitude que voltou a levantar dúvidas sobre seu grau de alinhamento político ou estratégia de atuação.

O silêncio repetido de Salazar contrasta com a imagem que ele consolidou ao longo dos últimos anos como um aliado fiel de Bolsonaro no Amazonas.

Independentemente da motivação, a escolha de permanecer calado em momentos decisivos expõe uma mudança de comportamento que chama atenção dentro do PL amazonense, partido que tem se mantido fortemente por suas vozes em defesa do ex-presidente.

Sobre a prisão do ex-presidente

A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (22), em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão ocorreu na reta final das investigações sobre a suposta trama golpista e foi motivada pelo risco de fuga para a embaixada dos EUA e pela violação da tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar desde agosto, foi levado para a Superintendência da PF, onde ficará em cela especial. Aliados relataram que o ex-presidente estava emocionado, porém tranquilo no momento da prisão.

Até o momento, nenhuma declaração pública foi feita por parte do parlamentar. O Portal AM1 entrou em contato com a assessoria do vereador Sargento Salazar, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

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