Na foto, os desembargadores Airton Gentil (à esquerda) e Cláudio Roessing (à direita) (Foto: Imagem gerada a partir do uso de IA)
Manaus (AM) — A eleição para definir a nova cúpula do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para o biênio 2027–2028 terá disputa pela Presidência. Os desembargadores Airton Luís Corrêa Gentil e Cláudio César Ramalheira Roessing apresentaram candidaturas ao cargo, afastando a possibilidade de uma escolha por aclamação.
A disputa também alcançará a Vice-Presidência, com Onilza Abreu Gerth e Cezar Luiz Bandiera inscritos. Já para a Corregedoria-Geral de Justiça, a desembargadora Vânia Marques Marinho é candidata única. As informações constam da relação de inscrições divulgada após o encerramento do prazo previsto no edital.
O Tribunal publicou em 1º de setembro o Edital nº 33/2026-PTJ, convocando os desembargadores integrantes do Tribunal Pleno para a eleição dos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral para o próximo biênio.
De acordo com as regras do edital, a escolha será feita por voto direto e aberto e exige maioria absoluta dos integrantes do Pleno para cada cargo. A votação seguirá a ordem de presidente, vice-presidente e corregedor-geral.
Disputa rompe expectativa de consenso
A candidatura de Roessing muda o cenário que vinha sendo desenhado dentro da Corte. Havia expectativa de que Airton Gentil fosse escolhido por aclamação, seguindo uma tradição recente de construção de acordos prévios entre os desembargadores.
Nas últimas eleições, os integrantes do Tribunal costumavam chegar à sessão com uma composição previamente articulada para os cargos diretivos. Em dezembro de 2024, por exemplo, Jomar Fernandes foi escolhido para comandar o TJAM por aclamação. Agora, a sucessão terá confronto direto entre dois candidatos à Presidência.
A mesma mudança aparece na disputa pela Vice-Presidência. Onilza Gerth e Cezar Bandiera estão inscritos para o cargo. Já a eleição para a Corregedoria-Geral será sem concorrência, com Vânia Marques Marinho como única candidata inscrita.
O edital estabelece que, após o encerramento das inscrições, a documentação seria encaminhada para homologação e inclusão na pauta do Tribunal Pleno. A eleição definirá quem comandará o Judiciário amazonense entre 2027 e 2028, em uma escolha que, desta vez, não deverá ser marcada apenas pela construção de consenso nos bastidores, mas pela disputa direta de votos entre desembargadores. Veja a certidão das inscrições:
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