Manaus, 31 de agosto de 2026
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Cenário

‘Força de expressão’, diz Plínio na TV sobre querer ‘enforcar’ Marina Silva

Durante a conversa, o parlamentar defendeu a postura adotada nos confrontos com a ministra e afirmou que continuará sem respeitá-la enquanto ela não pedir desculpas à população do Amazonas.

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(Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Manaus (AM) – O senador e candidato Plínio Valério (PSDB) reagiu durante uma entrevista à Rede Amazônica, nesta segunda-feira (31), ao ser questionado sobre declarações feitas contra a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima e candidata ao Senado, Marina Silva (Rede). Durante a conversa, o parlamentar afirmou que continuará desrespeitando a ministra enquanto ela não pedir desculpas à população do Amazonas.

O questionamento teve como ponto de partida uma declaração feita por Plínio em março de 2025, após uma audiência com Marina Silva. Na ocasião, segundo a pergunta feita pelo jornalista, o senador disse: “imagina o que é tolerar a marina por seis horas sem enforcá-la”. Após a repercussão, ainda conforme o questionamento, Plínio afirmou que se tratava de uma brincadeira.

Questionado pelo jornalista Brenno Cabral, que conduzia a entrevista, se um senador poderia tratar com humor ou ironia uma referência a enforcar uma ministra da República durante uma divergência política, Plínio respondeu que não considera ter feito uma ameaça.

“Eu não posso tratar você com humor, com ironia, mas quem não respeita o Amazonas, eu trato com ironia sim e desrespeito sim a ministra, a função, a mulher eu respeito. E eu não disse que ia enforcá-la”, declarou.

O senador comparou a expressão a outras utilizadas no cotidiano. “A tua mãe, quantas vezes a gente fala, vou te esganar, menino, morri de saudade. Ah, eu vou morrer de saudade. Ah, eu vou… Isso é força de expressão”, afirmou.

Na sequência, Plínio disse que a declaração ocorreu em um contexto de provocação durante a audiência. “Imagina que é passar seis horas, dez minutos com a marina te provocando, provocando, provocando e tu não reagir. Aí o mundo veio abaixo. Isso é coisa das ONGs [Organizações Não Governamentais]”, disse.

Ao ser questionado sobre a repercussão, o senador também citou veículos de comunicação e entidades que, segundo ele, o atacam. A entrevista avançou para declarações atribuídas à ministra sobre a defesa da BR-319. Segundo o questionamento feito pelo jornalista, Marina teria dito que Plínio e outros defensores da estrada não teriam direito a uma estrada “só pra passear”.

Durante fala na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, em 2023, Marina Silva afirmou que, do ponto de vista social, é compreensível discutir a viabilidade da estrada, mas que, “ambientalmente e economicamente, não se faz uma estrada de 400 quilômetros no meio de floresta virgem apenas para passear de carro, se não tiver associado a um projeto produtivo”.

Plínio classificou a declaração como desrespeitosa e afirmou que sua reação ocorreu em resposta ao que considera ataques ao Amazonas.

“Isso não é desrespeito, não? Eu já tô falando a respeito de formas duras de falar. Eu tô falando da forma, por que que eu fui desrespeitoso com quem foi desrespeitoso com você, que diz que a gente quer uma estrada pra passear. Isso é falta de respeito ou não é?”, disse.

O senador também foi questionado sobre um episódio posterior, quando afirmou, durante uma audiência no Senado, que “a mulher merece respeito, a ministra não”. Segundo o questionamento feito na entrevista, Marina exigiu um pedido de desculpas, não recebeu o pedido e deixou a sessão.

Ao responder se essa postura contribuía para a fiscalização da política ambiental do governo ou desviava a discussão para um confronto pessoal, Plínio foi direto sobre sua posição: “Eu vou continuar desrespeitando a ministra. Enquanto ela não pedir desculpas da população do Amazonas.”

O jornalista questionou, então, de que forma essa postura agregaria ao Amazonas. Plínio respondeu: “Não interessa, cara. Eu tô no Amazonas pra defender o Amazonas e a amazonense, entendeu? Pra nós agrega, porque eu tô defendendo o Amazonas”, disse.

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