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‘Não aceito traição’, diz assassino de Maria de Lourdes

Investigação da polícia aponta que a vítima vivia um triângulo amoroso e que quando um dos envolvidos descobriu, planejou e colocou em prática a morte dela

Carlos Maki Mota do Nascimento, 27 (Foto: Antônio Mendes/Amazonas1)

O assassinato da auxiliar de serviços gerais Maria de Lourdes Palheta, 41, morta com oito golpes de faca desferidas por Carlos Maki Mota do Nascimento, 27, foi premeditado e também por não aceitar que ela tivesse com outra pessoa. Ele também alegou que foi abandonado por ela enquanto esteve preso.

Carlos Maki foi apresentado à imprensa na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na manhã desta quinta-feira, 22. Ele foi preso  na quarta, um dia depois de matar Maria de Lourdes, ocorrido num hotel no Centro de Manaus.

A versão dada por Maki conflita com a do marido dela, o agente de portaria Ney da Cruz Porfírio, 50, que desconhece o envolvimento da companheira com outra pessoa. “Quero justiça porque foi um crime bárbaro. Ele não foi gerado por uma mulher, porque o que ele fez não se faz com nenhuma mulher”, declarou Ney, que vivia há 22 anos com Maria de Lourdes e têm três filhos.

Ney da Cruz Porfírio, 50, vivia há 20 anos com Maria de Lourdes e têm juntos três filhos. (Foto: Antônio Mendes/Amazonas1)

Conforme o titular da DEHS, delegado Paulo Martins, Carlos estava preso acusado de tráfico de drogas e há aproximadamente um mês ele deixou a prisão e ao procurar por Maria de Lourdes, ele descobriu que ela tinha outra pessoa.

“Apuramos que ela foi visita-lo de uma a duas vezes na prisão. Ele queria que ela fosse mais vezes, então ele se sentiu abandonado. Ele premeditou o crime, comprou o boné para não ser identificado e na primeira oportunidade que teve, foi ao encontro dela, no Centro. Beberam num bar e ao chegar no hotel, desferiu oito facadas”, explicou Martins.

O delegado destacou que ao ser preso, Carlos negou o crime, mas posteriormente confessou o assassinato. “Tínhamos elementos suficientes para contestar todos os argumentos. Sabíamos de imediato que ele é o autor do crime, então resolveu confessar”.

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Ao ser apresentado à imprensa e sem demonstrar nenhum arrependimento, Carlos Maki confessou novamente o crime. “Ela ‘tava’ comigo há três anos e não aceito traição”, disse.

O adjunto da especializada, delegado Raphael Campos, ressaltou que durante as diligências na rua Lobo D’Almada, no Centro, foi apurado que Maria de Lourdes frequentava os bares da região.

“As investigações estão em andamento. O Maki conta a versão dele, não necessariamente pode ser a verdade. A vítima, logicamente, não está aqui para contar a dela.  Entrevistamos os recepcionistas de hotéis e todos disseram que a conhecia”, frisou Campos.

Carlos Maki será indiciado pelo crime de feminicídio e representado junto à Justiça o mandado de prisão contra ele, que irá permanecer no prédio da especializada para a realização dos procedimentos cabíveis.

“Tem as qualificadoras de motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitasse a defesa da vítima, já que ele a atraiu para um quarto de hotel, esperou que ela se despisse para tomarem banho juntos, quando desferiu as facadas”, finalizou o delegado adjunto Raphael Campos.    

Dois feminicídio em menos de 24h

Esse foi o segundo caso de feminicídio em menos de 24h em Manaus. Na madrugada da última terça-feira, 20, Douglas Ricardo Silva da Costa, 25, matou a companheira a pauladas após uma discussão entre o casal. Ele foi preso horas depois e apresentado à imprensa na manhã de quarta-feira, 21.

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