Manaus, 16 de julho de 2024
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Secretário da Seduc não comparece à ALE e é duramente criticado

Secretário da Seduc não comparece à ALE e é duramente criticado

Convocado para dar explicações sobre o reajuste dos professores, o secretário de Estado da Educação (Seduc), Lourenço Braga, não compareceu à Assembleia Legislativa do Estado (ALE) nesta terça-feira, 8. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, David Almeida (PSB), que criticou duramente o secretário.

Secretário havia sido convocado pelos deputados estaduais (Foto: Reprodução/Facebook)

“Vamos dar uma nova oportunidade para que ele compareça na quinta-feira”, afirmou o parlamentar. “Vamos dar mais uma oportunidade para o diálogo”, completou.

A presença de Lourenço era aguardada pelos parlamentares e por trabalhadores da educação, que chegaram à ALE antes das 7h30.

Os professores estão em greve há 12 dias, desde o dia 22 de março e pedem reajuste salarial de 35%, além de outros pontos. O governo ofereceu 4,75%, mais 10% em pagamentos escalonados até o final do ano.

A proposta foi recusada pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), que iniciou o movimento grevista, e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam), que aderiu à paralisação no dia 26. A estimativa é que mais de 80% das escolas estejam paradas em todo o Estado.

No último dia 28, a ALE aprovou um requerimento do deputado estadual José Ricardo (PT) para convocar Lourenço Braga. Para o parlamentar, o Governo tem como atender ao pleito dos professores, 35% de reajuste da data-base, uma vez que o atual orçamento cresceu 40% a mais do que no mesmo período do ano passado.

No ano passado, entre as emendas que o parlamentar apresentou à Lei Orçamentária Anual (LOA/2018), a que previa R$ 50 milhões para garantir o pagamento da data base dos professores foi rejeitada pela maioria dos deputados da base do Governo. Veja quem votou contra a categoria, clicando aqui.

Secretário não recebeu categoria

No último dia 28, em meio à maior crise da educação do Amazonas nos últimos anos, a reunião da Seduc com os professores não contou com a presença de Lourenço Braga. Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam) foram recebidos pelo secretário executivo da pasta, Marcelo Campbell da Fonseca.

A ausência de Lourenço Braga foi simbólica para os grevistas, que enxergam no secretário uma falta de pulso  no comando da pasta.

União Asprom e Sinteam 

Durante a sessão, representantes da Asprom Sindical e Sinteam tiveram a oportunidade de discursar sobre  as reivindicações da categoria e ausência do secretário Lourenço na Aleam.

Representando a Asprom, o coordenador Lambert Melo, afirmou que apesar da decisão judicial, o movimento vai continuar e que o governador Amazonino Mendes está ganhando tempo para que o reajuste não seja efeutado devido a legislação eleitoral. “Isso é um jogo do governo, esticar as negociação e depois falar que pode dar o aumento da categoria”, concluiu. 

Durante o discurso, o coordenador disse que a união entre as duas representações da categoria é importante para manter forças. “Esse é um momento histórico da nossa luta, é uma demosntração clara para a sociedade que não há divisores em nossa categoria”, concluiu.

Segundo Lambert, desde o dia 08 de fevereito, os professores buscam uma conversa com o secretario para, também, mostrar as demandas dos demais servidores da educação como, administrativos, serviços gerais, merendeiras, entre outros. 

Sobre as declarações de Amazonino quanto aos interesses politicos do movimentos, Lambert . “Não somos afiliados a nenhum partido politico, nenhuma bandeira partidária”, finalizou. 

O membro do Sinteam, professor Cleber Oliveira, mostrou indignação com a ausência de Lourenço Braga. “A carta que o secretário enviou justificando sua ausência, deveria ser uma carta pedindo a saída da gestão da Seduc por imcopetência”, disse o professor. 

O Sinteam, também, não aceitou a proposta do Governo e continuam com as atividades paralisadas.”Greve não faz entidade A ou B. Nós, como sindicato vamos fazer o que os professores decidirem”, concluiu.