Manaus, 1 de setembro de 2026
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Manaus, 1 de setembro de 2026

Cidades

Vigilantes da saúde protestam por salários atrasados na saúde do Amazonas

Trabalhadores afirmam estar há quatro meses sem salário e cobram pagamento do 13º e de benefícios durante ato na Aleam.

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Manifestação Aleam (Foto Lucas Bentes Portal AM 1)

Trabalhadores do Movimento Todos pela Saúde e do Sindicato dos Vigilantes realizaram, na manhã desta terça-feira (1º), uma manifestação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para cobrar o pagamento de salários atrasados de vigilantes que atuam em unidades de saúde do Estado. Segundo a categoria, há profissionais que estão há quatro meses sem receber neste ano e também não receberam o 13º salário.

Durante o protesto, os trabalhadores também denunciaram a falta de vale-transporte e alimentação. Para alguns vigilantes, o atraso chegou ao ponto de obrigá-los a pagar do próprio bolso para conseguir chegar aos postos de trabalho.

“Sem receber, a gente não sobrevive, né? Porque tem que ter alimentação, tem que ter aquelas coisas básicas para o vigilante. Vale-transporte, alimentação.”, afirmou o vigilante Fortunato Silva.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Ribamar de Souza, afirmou que a situação se arrasta há meses e que, mesmo com a expectativa de pagamento de parte dos valores, os trabalhadores continuariam com salários pendentes.

“A gente está aqui com uma parte de vigilantes que estão há três meses sem receber. Há quatro, na verdade, porque eles vão receber um e vai ficar sempre três dentro”, explicou.

Segundo Ribamar, o atraso também atinge direitos trabalhistas e benefícios necessários para que os profissionais consigam exercer suas funções.

“Então, esses vigilantes, na verdade, eles não sabem o que é décimo, eles não sabem o que é férias e não sabem o que é pagamento”, afirmou.

A diretora do Sindicato dos Vigilantes, Vanessa Silva, afirmou que a situação é ainda mais grave porque os profissionais continuam atuando em postos de serviço mesmo sem receber regularmente.

“Esses trabalhadores estão trabalhando sem receber. Esses trabalhadores estão trabalhando sem o mínimo da dignidade, sem o basilar, que é o seu vale-transporte e o seu vale-alimentação”, disse.

Segundo Vanessa, alguns vigilantes chegam a depender da alimentação oferecida nas próprias unidades para conseguir cumprir o expediente.

“Muitos desses trabalhadores vão para o posto e só se alimentam porque o próprio posto, com pena desses trabalhadores, acaba disponibilizando para eles a alimentação”, afirmou.

Além da questão salarial, os representantes da categoria chamaram atenção para os riscos enfrentados pelos vigilantes dentro das unidades de saúde. Vanessa afirmou que trabalhadores são submetidos a situações de violência durante o serviço.

“Quantos trabalhadores desses aqui, vigilantes, vão para o posto de serviço e, muitas das vezes, dentro da área da saúde, são agredidos fisicamente? E quantos trabalhadores desses saem para sustentar suas famílias e sem receber?”, questionou.

O protesto também teve uma cobrança direcionada aos deputados estaduais. Denison Vilar, do Movimento Todos pela Saúde, questionou a atuação dos parlamentares diante dos problemas enfrentados pelos trabalhadores.

“Eu pergunto, onde estão as pessoas que formalmente estão investidas na função de representar um trabalhador da saúde?”, questionou.

Denison também criticou parlamentares que, segundo ele, se apresentam durante o período eleitoral como defensores da saúde, mas não estariam dando respostas aos trabalhadores.

“A gente está cobrando aqueles que querem voto do cidadão na rua, que representem o trabalhador. Representar, legislar e fiscalizar não é fazer vídeozinho engraçado”, declarou.

A crítica ganhou força justamente dentro da Assembleia, onde os manifestantes foram cobrar dos deputados uma resposta para os salários atrasados.

Vanessa questionou diretamente qual será o posicionamento da Casa diante da situação.

“O que a gente quer de fato, de direito, é saber qual é a resposta que essa Casa vai trazer para os trabalhadores. São trabalhadores que fazem, repito mais uma vez, com que o sistema funcione, trabalhadores que cuidam da sua saúde, da sua segurança”, afirmou.

Enquanto os deputados são cobrados pelos manifestantes, os vigilantes dizem continuar trabalhando mesmo sem receber integralmente. O impasse agora é saber quando os salários atrasados, o 13º e os benefícios serão regularizados e quem será responsável por garantir que esses trabalhadores recebam o que é devido.

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