Manaus, 28 de fevereiro de 2024
×
Manaus, 28 de fevereiro de 2024

Política

Dino afirma que vai apurar práticas abusivas contra PL das Fake News

Decisão ocorreu após denúncias sobre uma campanha contra o projeto na internet

Dino afirma que vai apurar práticas abusivas contra PL das Fake News

Ministro anunciou decisão em seu perfil no Twitter (Foto: Valter Campanatto/Agência Brasil)

Brasília (DF) – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, publicou nessa segunda-feira (1º), no Twitter, que o órgão vai apurar a possível ocorrência de práticas abusivas de empresas contra o Projeto de Lei da Fake News (PL 2630/20). A decisão ocorreu após denúncias sobre uma campanha que estaria sendo promovida por plataformas de busca na internet e de redes sociais contra a aprovação da medida.

Ao fazer o anúncio em sua conta oficial, o ministro compartilhou uma publicação da organização de combate à desinformação Sleeping Giants Brasil, segundo a qual a empresa Google estaria “usando a própria plataforma para atacar a PL e, o Twitter deslogando a conta das pessoas para atrapalhar”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) escreveu, no Twitter, que irá pedir abertura de inquérito no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), “por possível infração contra a ordem econômica (Lei 12.529/12) por abuso de posição dominante”. “Solicitarei ao Cade, cautelarmente, a remoção do conteúdo, abstenção de reiteração de práticas análogas e fixação de multa no valor máximo de 20% do faturamento bruto, além do bloqueio cautelar nas contas bancárias do Google”, acrescentou.

O PL das Fake News tem previsão de ser votado nesta terça-feira (2) na Câmara, após os deputados terem aprovado, na última terça-feira (25), o regime de urgência para a matéria. Ainda resta dúvida, contudo, sobre se há consenso entre líderes partidários para que a matéria seja de fato chamada para votação.

O relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), também, acusou, nessa segunda (1º), as grandes empresas de tecnologia de “ação suja” contra o projeto que busca regulamentar as redes sociais no país. A declaração foi dada a jornalistas em São Paulo, após tradicional ato das centrais sindicais pelo Dia do Trabalhador, no Vale do Anhangabaú.

“Nunca vi tanta sujeira em uma disputa política. O Google, por exemplo, usa sua força majoritária no mercado para ampliar o alcance das posições de quem é contra o projeto e diminuir de quem é favorável ao projeto”, disse o deputado.

(*) Com informações da Agência Brasil

LEIA MAIS: