Vereadores de Manaus agradecem Bolsonaro por redução no preço da gasolina: ‘lutando por um país melhor’

Os vereadores de Manaus defenderam o presidente e garantiram que a redução do ICMS é para ajudar o país
Camila Duarte – Portal AM1
Publicado em 12/07/2022 17:02
Foto: Reprodução

Manaus – Durante a sessão plenária na Câmara Municipal de Manaus desta terça-feira, (12), os vereadores não pouparam elogios ao presidente Jair Bolsonaro (PL), e também ao governador Wilson Lima (UB), pela redução no preço dos combustíveis. Após ter beirado os R$ 8 o litro da gasolina, o presidente sancionou uma lei que limita a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, fazendo com que o consumidor de Manaus encontre postos de gasolina que vendam o produto a até R$ 5,99.

O vereador Caio André (PSC) foi quem iniciou o debate na tribuna, onde destacou a diminuição do valor cobrado pelos postos, no qual afirmou que está vendo com “alegria” a diminuição na cobrança dos combustíveis. Apesar do comentário, o parlamentar criticou o veto do governo federal sobre a compensação para perdas ocorridas no ano de 2022 por conta da redução do ICMS, que de acordo com ele, “trará prejuízos ao orçamento do Amazonas”.

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Logo em seguida, o vereador Kennedy Marques (PMN) destacou que o tema abordado na Casa era importante, e comentou que os governadores que ainda não reduziram o ICMS são “covardes”, apesar de o governo federal estar tentando frear o aumento no preço dos combustíveis. “O que eu lamento muito são pessoas, por questões partidárias, lutar contra esse governo. Usar argumentos totalmente ‘furados’ para tentar denegrir [o governo]. Vamos parar de pensar na política e pensar na população”, disse.

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(Foto: divulgação/ CMM)

O vereador do PT, Sassá da Construção Civil, foi um dos únicos que questionou a atitude do presidente Bolsonaro em reduzir os impostos. De acordo com ele, a atitude do chefe da República foi “eleitoreira”, pois teve três anos e meio de mandato para tentar frear o preço dos combustíveis e realiza apenas em ano eleitoral.

“Teve tempo de baixar os impostos, agora que veio baixar. Teve tempo de baixar o gás de cozinha e não baixou. Pela primeira vez, na história do país, o diesel é mais caro que a gasolina. Pela primeira vez, na história do país, na época de campanha, você bota um auxílio para caminhoneiro, para Uber, taxista. Não sou nada contra, mas por que não botou antes? Aí bota até dezembro e depois acaba, isso não é eleitoreiro?”, disparou Sassá.

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Ainda segundo ele, mesmo que o Partido dos Trabalhadores fizesse a mesma coisa, iria questionar. “Se o PT fizesse a mesma coisa eu iria falar aqui porque é ano eleitoral. O pau que dá em Chico, dá em Francisco! Sempre vou falar isso aqui. Não estou defendendo nem PT e nem Bolsonaro, quem tiver errado tem que pagar”, afirmou.

De acordo com o vereador Marcel Alexandre (Avante), o presidente Bolsonaro está “tentando acertar com todo esforço” para reverter a crise econômica que atinge o Brasil. “Ele está quase que sozinho nessa luta por um país melhor e tentando acertar num tempo de crise mundial”, comentou.

Foto: Reprodução

Marcel Alexandre ainda afirmou que o Brasil tem sido destaque no mundo por conseguir resultados na economia, e classificou tal feito como “mérito” do presidente Bolsonaro, no que ele pontuou como políticas “importantes e responsáveis”. “Eu quero dizer: ‘obrigado, presidente Bolsonaro”, disse.

O vereador ainda aproveitou para alfinetar o discurso do colega de Casa, Sassá da Construção Civil, e pontuou que este não tinha local de fala no assunto por fazer parte de um “palanque que apoia condenados que roubou o país por tanto tempo”, diferente do presidente Bolsonaro, que vem cuidando do Brasil.

“O que o presidente fez e está fazendo, é porque é possível agora. É uma coisa muito bem planejada e ele não podia fazer isso sozinho”, declarou.

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Quem também comentou foi o vereador Joelson Silva (Patriota), o qual pontuou que a sociedade espera que os governantes tomem uma posição. “Se joga tanto a culpa em cima do governo federal, mas ninguém passou por uma pandemia”, pontuou. Segundo ele, é preciso “ser realista” ao lembrar dos problemas que a pandemia ocasionou, e mesmo que o presidente Bolsonaro tenha tomado uma atitude, as pessoas ainda reclamam.

“As pessoas ainda tentam procurar algum problema em alguém que tenta dar alguma solução para o problema. Pelo amor de Deus, vamos nos unir, a população não aguenta mais!”, desabafou. “Vamos esperar passar o período eleitoral e aí tomar uma decisão? Eu não acho que isso é um papel de um governante, ele tem que enfrentar mesmo, tá certíssimo!”, ressaltou.

Assista à sessão desta terça-feira:

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